HORA DE APRESENTAR PROPOSTA

Nesta quinta-feira (13), tem nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban

Categoria exige valorização, aumento real de salários, mais PLR e reajuste nos tíquetes, além de melhores condições de saúde e trabalho

Mobilização do Sindicato na Tijuca e Vila Isabel foi realizada nesta quarta-feira (12). Amanhã (13) tem nova rodada com a Fenaban, em São Paulo: é hora dos bancos apresentarem uma proposta global para a categoria Foto: Nando Neves

A Campanha Nacional dos Bancários 2026 chega a um momento decisivo, que exige unidade e mobilização da categoria. Com a minuta de reivindicações dos trabalhadores em mãos desde 24 de junho deste ano, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ainda não apresentou uma proposta concreta para as reivindicações dos bancários, que trabalham em um dos setores mais lucrativos da economia brasileira.

Os bancos têm até o dia 31 de agosto para apresentar uma proposta digna à categoria, já que a data-base dos bancários é 1º de setembro. A preocupação é que os trabalhadores fiquem desprotegidos caso não haja a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), uma vez que a ultratividade — mecanismo que garantia a manutenção das cláusulas dos acordos e convenções coletivas até que um novo instrumento fosse firmado — foi extinta pela reforma trabalhista do governo Michel Temer (MDB).

Promessa de proposta 

Na última rodada de negociação, realizada na terça-feira (4), os bancos se comprometeram a apresentar uma proposta geral para as reivindicações da categoria neste encontro, marcado para esta quinta-feira (13).

O que defendem os bancários

Uma das prioridades da categoria neste ano é o fim das demissões em massa e do fechamento de agências. Além disso, os bancários reivindicam valorização profissional, com aumento real de salários de 5%, que também terá impacto sobre outras verbas, como a PLR e os tíquetes refeição e alimentação.

Combate ao adoecimento 

O combate ao alto índice de adoecimento mental provocado, entre outros fatores, pela gestão baseada em metas abusivas também é um dos itens fundamentais da Campanha Nacional deste ano. A categoria cobra medidas efetivas para melhorar as condições de trabalho, combater o assédio moral e reduzir a pressão que tem levado cada vez mais bancários ao adoecimento.

Igualdade de oportunidades 

Os trabalhadores também reivindicam ações mais contundentes pela igualdade de oportunidades, com o objetivo de combater as desigualdades que impedem mulheres, negros e negras, pessoas com deficiência (PCDs) e pessoas LGBTQIA+ de terem as mesmas condições de remuneração, desenvolvimento profissional e ascensão na carreira dentro dos bancos.

Rodada definirá rumos da Campanha

A rodada de negociação desta quinta-feira (13) poderá definir os rumos da Campanha Nacional dos Bancários. O movimento sindical cobra da Fenaban uma proposta geral concreta, que possa ser apresentada e avaliada nacionalmente pela categoria. Caso os bancos não apresentem propostas que atendam às expectativas dos trabalhadores, o Comando Nacional dos Bancários e os sindicatos deverão intensificar a mobilização e organizar novas ações em todo o país.

Acompanhe aqui, em nosso site, todas as informações sobre o desenrolar da mesa de negociação desta quinta-feira e de toda a Campanha Nacional.