JURÍDICO EM AÇÃO

Sindicato garante na Justiça reintegração de uma bancária do Itaú e de duas do Bradesco

Cátia Patrícia Bottega e Selma Alduino, ambas do Bradesco, agradeceram o apoio do Sindicato, ao lado do presidente da entidade, José Ferreira (E) e do diretor de Saúde, Edelson Figueiredo Fotos: Divulgação

O Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro conquistou na Justiça do Trabalho a reintegração de três bancárias: uma do Itaú e duas do Bradesco. A primeira decisão beneficiou Elisa Siqueira Alves, demitida pelo Itaú enquanto estava em tratamento de saúde. Em decisão da juíza Adriana Pinheiro Freitas, da 1ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, foi reconhecido que a bancária desenvolveu patologias ortopédicas (LER/Dort) em decorrência de sua atividade profissional.

Ao conceder a tutela de urgência, a magistrada destacou que “o perigo da demora é evidente e grave, pois a não concessão da tutela pode acarretar prejuízo irreversível” à trabalhadora. A juíza ressaltou que, com a demissão, Elisa ficou sem o plano de saúde necessário para dar continuidade ao tratamento médico, o que poderia agravar seu quadro clínico e comprometer sua recuperação e dignidade.

A ação foi conduzida pela advogada Natália Miranda, do Departamento Jurídico do Sindicato e da AJS, com acompanhamento da advogada Ana Paula.

Bancos adoecem e depois demitem

A bancária do Bradesco Selma Alduino dos Reis, aposentada e que dedicou grande parte de sua vida profissional à instituição, também obteve vitória na Justiça. A decisão, proferida também pela juíza Adriana Pinheiro Freitas, em processo que tramitou na 69ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, reconheceu que a trabalhadora não estava apta para o exercício de suas funções, tornando injustificável sua demissão.

Outra bancária do Bradesco beneficiada foi Cátia Patrícia Bottega. Ela passou pela mesma situação enfrentada por muitos trabalhadores do setor bancário: adoeceu em decorrência das condições de trabalho e foi demitida de forma irregular durante licença médica para tratamento de saúde. A decisão foi da juíza Marcela de Miranda Jordão. A ação foi conduzida pelo advogado André Henrique, do Departamento Jurídico do Sindicato e da AJS.

“Os bancos adoecem seus funcionários com sobrecarga de trabalho, metas abusivas e práticas de assédio moral. Depois, dispensam esses trabalhadores de forma ilegal. Vamos continuar esse trabalho em parceria com o nosso Departamento Jurídico para garantir o emprego e os direitos da categoria”, afirmou o diretor executivo de Saúde do Sindicato, Edelson Figueiredo.

 

Edelson Figueiredo, a advogada do Sindicato Ana Paula e a bancária reintegrada do Itaú, Elisa Siqueira Alves