Os números falam por si. O banco Bradesco lidera o ranking de reclamações do segundo trimestre de 2026. Foram 9.375 queixas consideradas procedentes de abril a junho deste ano. Os dados oficiais foram divulgados na última quinta-feira (23), pelo Banco Central, que faz este tipo de levantamento.
O número absurdo de reclamações é a prova de que o movimento sindical tem razão ao denunciar o que os bancos privados estão fazendo com a população, especialmente os mais idosos, que têm dificuldade de manusear as plataformas digitais e necessitam de um atendimento presencial digno”, criticou o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Sérgio Menezes, o Russo
“0 Bradesco mostra a sua face nefasta sobrecarregando ainda mais os funcionários que continuam trabalhando nas agências que ainda estão funcionando e humilhando pessoas idosas e vulneráveis”, acrescentou Serginho.
Negociação na terça (28)
Os funcionários entregam a minuta de reivindicações ao Bradesco somente nesta terça-feira, 28 de julho. O banco atrasou a solenidade oficial de entrega da pauta de reivindicações e é o único que ainda não havia marcado a reunião.
“O Bradesco desrespeitou a categoria bancária e o movimento sindical ao demorar tanto para confirmar a data da entrega da minuta. O resultado do ranking do Banco Central reafirma o grave problema do fechamento de agências e das demissões, que tira o emprego dos bancários e prejudica a população. Certamente iremos cobrar do banco uma solução mostrando que o número de reclamações de clientes e usuários afetam duramente a imagem da empresa”, explica o diretor do Sindicato, Leuver Ludolff, que é representante da COE (Comissão de Organização dos Empregados) e participa das mesas de negociações com o Bradesco.
Itaú é o terceiro pior
O C6 Bank ocupa o 2º lugar da lista e o Itaú vem logo em seguida. Nos bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa estão em 8º e 11º lugares, respectivamente, mostrando que, mesmo também sofrendo com redução de unidades físicas, ainda demonstram algum compromisso social, graças a pressão da categoria e do movimento sindical.
Os bancos não têm justificativa para continuar com o processo de reestruturação que demite empregados e fecha agências. O Bradesco lucrou, em 2025, R$ 24,652 bilhões. O Itaú Unibanco em 2025 faturou R$ 46,8 bilhões. No total, o sistema financeiro nacional lucrou R$ 255 bilhões no ano passado.
“Os bancos não podem continuar batendo recordes de lucros à custa da extinção dos empregos dos trabalhadores e do sofrimento da população”, conclui Sérgio Menezes.