Lançamento da Campanha Nacional Bancária agita ruas do Centro do Rio

Na caminhada, perna de pau denuncia aos clientes os altos lucros dos bancos

Os bancários do Rio de Janeiro foram às ruas do Centro marcar o lançamento da Campanha Nacional Unificada 2026, na última quinta-feira (9/7). Dirigentes do Sindicato percorreram agências, saindo da Avenida Presidente Vargas, próximo à Candelária, seguindo pela Avenida Rio Branco, ao som da bandinha “Furiosa”. Aproveitaram para denunciar as demissões e o fechamento de agências.
O Sindicato convocou a categoria a participar da campanha também pelas redes sociais e pelo site da entidade, compartilhando as hashtags da mobilização nacional. “Estamos iniciando a nossa campanha salarial. Os principais pontos da pauta de reivindicações são o aumento real, o combate ao fechamento de agências, às demissões e ao adoecimento da categoria e melhores condições de trabalho. Contamos com o engajamento das bancárias e dos bancários nas atividades sindicais”, afirmou o diretor do Sindicato, Leuver Ludolff, durante atividade na agência do Bradesco da Avenida Presidente Vargas, a primeira visitada pela caravana.

Defesa do emprego

O presidente do Sindicato, José Ferreira, destacou que a segunda rodada de negociação com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) teve como tema central a defesa do emprego. “Os bancos sequer cumpriram o compromisso assumido de não demitir durante a pandemia. Isso levou o nosso Departamento Jurídico a dar como resposta a reintegração de um grande número de dispensados de forma irregular”, afirmou. Ressaltou que a campanha em defesa da manutenção das agências busca também dialogar com a população sobre a importância do direito ao atendimento presencial.

30 agências fechadas/dia

A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, ressaltou que a tecnologia deve servir para ampliar o atendimento à população e não para eliminar postos de trabalho e restringir o acesso aos serviços bancários. “Negociamos com um setor extremamente poderoso economicamente e que exerce forte influência no Congresso Nacional. A tecnologia não pode ser utilizada para impedir o atendimento presencial nem para justificar demissões. É preciso haver mais caixas e mais funcionários. Hoje, os bancos fecham, em média, 30 agências por dia no país”, criticou.

Assédio

A pressão por metas e o assédio moral, outro eixo da Campanha Nacional 2026, também atinge os bancos públicos. Durante a atividade em uma agência do Banco do Brasil, um funcionário relatou a pressão vivida pelos bancários. O diretor do Sindicato Roberto André explicou que o assédio moral no BB é um problema estrutural da empresa e que a situação se agravou após os prejuízos provocados pela inadimplência do agronegócio.

Caixa lidera adoecimento

A atividade foi encerrada na agência da Caixa Econômica Federal da Candelária. Chamou a atenção dos dirigentes o número reduzido de empregados. Sérgio Amorim, que junto com Rogério Campanate, representa os empregados e empregadas do Estado do Rio na mesa específica fez uma avaliação deste início de negociações. “O Saúde Caixa tem elevado a participação financeira dos empregados nos custos do plano. Defendemos na mesa de negociação o retorno da proporção de custeio de 70% para a Caixa e 30% para os empregados, além da melhoria da rede credenciada”, destacou.Ao encerrar a atividade, Sônia Eymard lembrou que o Sindicato é formado por toda a categoria e reforçou a importância da participação das bancárias e dos bancários.