É HORA DE PRESSIONAR

Nesta quinta-feira (2/7), bancários têm primeira mesa de negociação com a Fenaban

Comando Nacional volta a defender o retorno da ultratividade para preservar os direitos da categoria. Encontro deve definir o calendário de negociações na busca pela renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)

José Ferreira, ao lado da vice-presidenta do Sindicato, Kátia Branco, convoca a categoria a participar da mobilização da Campanha Nacional 2026 nas redes sociais e nos locais de trabalho.

A Campanha Nacional dos Bancários 2026 já está em curso. Após a aprovação da minuta de reivindicações na 28ª Conferência Nacional dos Bancários e sua entrega à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), em 24 de junho, pelo Comando Nacional dos Bancários, começam as negociações entre trabalhadores e bancos. O Sindicato do Rio de Janeiro vem fazendo atividades e protestos durante praticamente o ano inteiro.
A primeira rodada de negociação acontece nesta quinta-feira (2 de julho), quando deverá ser definido o calendário das reuniões temáticas que tratarão das reivindicações da categoria. A pauta foi ratificada pelos bancários em assembleias realizadas em todo o país. Agora, a mobilização da categoria ganha ainda mais importância.
Entre os principais eixos da campanha estão: reajuste com 5% de aumento real nos salários e nas demais verbas, como PLR, vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR); fim das metas abusivas; manutenção do atual modelo de PLR (percentual do salário, parcela fixa e adicional); preservação dos direitos conquistados; manutenção da mesa única de negociação e da Convenção Coletiva de Trabalho para toda a categoria; defesa do emprego bancário; fortalecimento dos bancos públicos; e distribuição mais justa dos ganhos gerados pela tecnologia, com o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho e respeito à privacidade dos trabalhadores.

Agora é mobilização

O movimento sindical destaca que a conquista de avanços na Campanha Nacional depende da mobilização da categoria, como demonstra a história das negociações dos bancários.
“Vamos precisar de todo mundo para vencer os desafios desta campanha. A defesa do emprego, o aumento real dos salários, a melhoria das condições de trabalho e de saúde dos bancários e bancárias e os avanços na PLR exigirão firmeza nas negociações com os bancos. Também é preciso dar um basta ao fechamento de agências, que prejudica clientes, sobrecarrega os trabalhadores e contribui para o adoecimento da categoria. Temos que enfrentar essa lógica das metas abusivas”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, José Ferreira, integrante do Comando Nacional dos Bancários.
“Para conquistarmos nossos objetivos, será fundamental fortalecer a unidade entre os trabalhadores dos bancos públicos e privados, participando das ações nas redes sociais, nos locais de trabalho e das atividades organizadas pelo movimento sindical”, acrescentou Ferreira, convocando a categoria a compartilhar a hashtag #MovidosPelaLuta, lema da Campanha Nacional 2026.

O voto tem consequências

Durante as negociações, o Comando Nacional voltará a defender o restabelecimento da ultratividade, princípio que garantia a manutenção das cláusulas das convenções e acordos coletivos mesmo após o término de sua vigência, até a assinatura de um novo instrumento coletivo.
Esse mecanismo deixou de valer após a reforma trabalhista de 2017, ampliando a insegurança jurídica nas negociações e tornando a renovação dos direitos uma preocupação permanente da categoria. Para o movimento sindical, o debate reforça a importância das eleições e da escolha de representantes comprometidos com a valorização da negociação coletiva e com a proteção dos direitos dos trabalhadores.