No dia 2 será entregue a minuta de reivindicações ao Itaú

Minuta foi aprovada no Encontro Nacional dos Bancários e Bancárias do Itaú, em São Paulo. Foto cedida pela Contraf-CUT.

A minuta com as reivindicações dos bancários do Itaú será entregue ao banco em 2 de julho. O documento foi aprovado no Encontro Nacional dos Trabalhadores do Itaú, no último fim de semana, em São Paulo, e reúne itens sobre saúde, emprego, teletrabalho e condições de trabalho e marcará o início das negociações específicas da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

Maria Izabel Menezes, diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e uma das coordenadoras da Comissão de Organização dos Empregados (COE), falou sobre a expectativa quanto ao resultado das negociações. “Esperamos que o banco tenha sensibilidade em reconhecer os vários problemas que, não é de hoje, vêm ocorrendo no Itaú, principalmente em decorrência do fechamento de agências, como a sobrecarga de trabalho e o adoecimento. Esperamos que ao término da Campanha Nacional Unificada a gente consiga resolver os inúmeros problemas no Itaú”, afirmou.

Izabel lembrou que a minuta espelha a preocupação e a exigência de solução dos funcionários.  O aumento dos casos de adoecimento entre os funcionários é consequência, também, da pressão por metas, do assédio moral e da insegurança provocada pelo fechamento de agências. Outro tema é a situação dos aposentados, que enfrentam dificuldades para manter o plano de saúde após o encerramento da vida laboral.

Home office – Além da entrega da pauta de reivindicações, a COE quer discutir com a direção do Itaú as mudanças anunciadas pelo banco no regime de trabalho híbrido. Em comunicado feito ao movimento sindical nesta terça-feira (23), o Itaú informou que passará a exigir quatro dias presenciais por semana para superintendentes a partir de janeiro de 2027 e três dias presenciais por semana para os demais cargos a partir do primeiro trimestre de 2028. A medida foi recebida com preocupação pelo movimento sindical.

Os sindicatos defendem ser preciso distribuir os ganhos da tecnologia para todos. Os avanços tecnológicos não podem ser usados apenas a serviço do lucro das empresas, mas devem ser usufruídos por toda a sociedade. E o trabalho em home office, que se tornou possível graças à tecnologia, é um ótimo exemplo de como essa distribuição dos benefícios tecnológicos pode ser feita. Estudos comprovam que o home office melhora a qualidade de vida do trabalhador em diversos aspectos e ainda promove ganhos para a empresa, porque trabalhadores satisfeitos produzem mais e melhor.