CAIXA

Mobilização por sustentabilidade do Saúde Caixa e pelo fim do teto é intensificada

Além das atividades do Dia Nacional de Luta, nesta terça-feira (9), sindicatos, federações, Apcefs e a CEE-Caixa convocam os empregados e empregadas do país para pressionar a diretoria da empresa pelo fim do teto de custeio e por mais saúde e qualidade de vida para os trabalhadores

José Ferreira (E), Sérgio Amorim e Rogério Campanate numa atividade em defesa da qualidade e sustentabilidade do Saúde Caixa. A mobilização pelo fim do teto no custeio do plano será intensificada a partir desta terça-feira (9)

Sindicatos de todo o Brasil, federações, Apcefs (Associações do Pessoal da Caixa) e a CEE/Caixa (Comissão Executiva dos Empregados) convocam as empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal de todo o país, para intensificarem a mobilização por avanços nas negociações sobre o Saúde Caixa. Nesta terça-feira (9) tem o Dia Nacional de Luta “Saúde Caixa Sem Teto”, com atividades nas unidades do banco, reuniões com trabalhadores antes do expediente e manifestações nas portas das agências e unidades administrativas da Caixa. Mas a pressão dos bancários não vai parar por aí.

Objetivos da campanha

A orientação do movimento sindical é que os empregados mobilizem amigos, parentes e vizinhos a ganharem as redes sociais para esta campanha por mais saúde e qualidade de vida e para barrar a sinalização da empresa de que poderá elevar ainda mais os custos dos planos para os trabalhadores da Caixa.
O objetivo da campanha é ampliar o debate sobre o futuro do Saúde Caixa e pressionar a empresa a discutir o fim do teto de 6,5% da folha salarial imposto pelo atual estatuto da Caixa para os gastos com a saúde de seus trabalhadores.
Segundo o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, a mobilização é necessária porque o banco já sinalizou que pretende apresentar propostas que podem aumentar ainda mais os custos para os usuários do plano. “O Saúde Caixa é uma das maiores conquistas dos empregados. Não vamos aceitar medidas que fragilizem seus princípios históricos, como a solidariedade, o pacto intergeracional e o mutualismo. O fim do teto é fundamental para garantir a sustentabilidade do plano e impedir que a conta continue sendo transferida para os trabalhadores”, afirmou.
“O maior desafio das negociações com a Caixa esse ano é o Saúde Caixa, que voltará a compor o Acordo Coletivo de Trabalho Geral. Precisamos construir rapidamente nossa mobilização e, para que esta pressão se traduza em conquista efetiva, é fundamental que sejamos capazes de pensar coletivamente. Se cada um pensar no “próprio umbigo”, nossas chances de sucesso ficarão muito limitadas”, alerta o diretor do Sindicato e representante da CEE/Caixa, Rogério Campanate.