Uma das mais importantes conquistas da categoria bancária é a criação do projeto de acolhimento “Basta!Não irão nos Calar”, pela Contraf-CUT, em agosto de 2021. A proposta é combater a violência contra a mulher e dar assistência e apoio às bancárias vítimas de violência doméstica ou de assédio sexual no trabalho. A categoria é uma das primeiras no Brasil a possuir este recurso em nível nacional. “Temos orgulho de trabalhar em parceria com a advogada Júlia Alexim, no atendimento do Basta. Este trabalho tem sido fundamental nos atendimentos às bancárias que sofrem assédio moral e sexual, não só nas agências bancárias, mas também em suas relações pessoais. Acompanho esses atendimentos e só escuto elogio da categoria”, disse a diretora executiva do Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Dênia Almeida.
O WhatsApp do Canal Basta no Rio de Janeiro é (21) 97148-7164.
Cresce o feminicídio
Mesmo com avanços em políticas públicas criadas pelo governo Lula para combater a violência doméstica, o número de casos de feminicídio e de violência física e moral contra as mulheres vêm aumentando no Brasil.
Os casos de feminicídio no país vem registrando altas contínuas. Em 2025, o país bateu recorde com 1.568 vítimas, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. A tendência de alta continuou no início de 2026, sendo que cerca de 66% dos crimes ocorrem dentro de casa e são cometidos por parceiros ou ex-parceiros. “Os números de violência contra a mulher só crescem no país. Este é um motivo a mais para intensificarmos a luta contra a violência de gênero e pormos fim a esta anomalia social. Temos que coibir a cultura machista desde a infância de nossos filhos homens e criarmos consciência da importância da luta coletiva das mulheres. A gravíssima situação mostra também como é importante a nossa categoria apoiar e fazer as denúncias em nosso canal do Basta”, acrescenta Dênia.