O JOGO DA VIDA

Senadores contra o fim da escala 6×1 assinam projeto que pode aumentar a jornada de trabalho

Só a pressão popular pode derrotar quem está contra o povo: acesse o link no site www.bancariosrio.org.br e encha as caixas de e-mail dos parlamentares, numa tacada só, pela redução da jornada sem diminuição de salários

Trabalhadoras e trabalhadores de todo o Brasil, juntamente com o movimento sindical, comemoraram uma importante vitória na luta pelo fim da escala 6×1: a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 227/2029, que extingue a atual escala e reduz a jornada de cerca de 14 milhões de brasileiros de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso. No entanto, parlamentares da extrema direita, especialmente do PL (Partido Liberal), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, querem barrar a proposta no Senado. E mais: já assinaram uma contraproposta que pode ampliar ainda mais a exploração aos trabalhadores, submetidos a jornadas cada vez mais exaustivas. O texto já conta com a assinatura de pelo menos 40 senadores. A proposta dos senadores traidores do povo não apenas mantém a jornada semanal de 44 horas, mas abre espaço para a realização de horas extraordinárias de trabalho sem limite previamente definido e estabelece a prevalência do contrato individual sobre os acordos coletivos, podendo elevar a jornada para 52 horas por semana. “Não adianta esses senadores tentarem vender a ideia de que a proposta amplia a liberdade de escolha do trabalhador. Na prática, essa ‘PEC da Escravidão’ aumenta a exploração, porque o patrão poderá impor jornadas maiores e, se o empregado não aceitar, correrá o risco de ser demitido”, criticou a vice-presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio, Kátia Branco.

Os vilões do povo

No Rio de Janeiro, três senadores haviam se posicionado contra a redução da jornada sem diminuição salarial e haviam assinado o novo projeto, que permite a realização de horas extraordinárias de trabalho por tempo indeterminado que podem levar a jornada para até 52 horas: Flávio Bolsonaro e Carlos Portinho mantiveram suas posições antipopulares. O ex-jogador da Seleção Brasileira Romário, também filiado ao PL, recuou após a pressão popular. “Agora é a hora de pressionar o Senado Federal, inclusive usando de ferramentas que permitem a comunicação direta com os e-mails dos senadores”, disse o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro José Ferreira, como o link publicdo no site do Sindicato.
Porque os bancários devem participar – Os bancários e bancárias, mais do que solidariedade aos demais trabalhadores, têm um motivo a mais para participar da mobilização: Há pelo menos 12 projetos no Congresso Nacional propondo o trabalho nos finais de semana para a categoria, atendendo ao lobby dos bancos