Trabalhadores de diversas categorias participam nesta segunda-feira, 25 de maio, de um ato público nacional em defesa do fim da escala 6×1 sem redução salarial. O protesto é organizado pelas centrais sindicais e movimentos sociais e contará com a participação da juventude do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que ajudou a popularizar a reivindicação nas redes sociais.
No Rio de Janeiro, a atividade será no Centro, com caminhada na Rio Branco, da Candelária – concentração às 16 horas – até a Cinelândia, onde trabalhadores, dirigentes sindicais e parlamentares irão discursar em defesa do fim desta jornada estafante mantendo os mesmos salários. A ideia é permitir que o trabalhador tenha mais tempo para descansar, estudar, conviver com a família ou ir aos cultos na igreja de sua fé religiosa.
Importância da participação
O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Ferreira, convocou a categoria para participar do ato em solidariedade aos trabalhadores que têm, quando muito, apenas um dia de descanso por semana.
“Os deputados dos partidos de direita e extrema direita se uniram para defender os interesses dos grandes empresários, mais uma vez em prejuízo dos trabalhadores. Por isso, precisamos ir às ruas e pressionar pela aprovação imediata e definitiva do fim da escala 6×1. A participação dos bancários e bancárias na passeata é muito importante, inclusive para barrar projetos em tramitação que preveem a possibilidade de trabalho aos sábados para a nossa categoria”, alertou Ferreira.
Realidade na Europa
A redução da jornada sem diminuição de salários já é realidade em algumas das economias mais desenvolvidas da Europa, como Islândia e Holanda, além de estar sendo testada por empresas do Reino Unido, Portugal, Espanha, Alemanha e países nórdicos.
Segundo defensores da proposta, setores empresariais e grupos da extrema direita tentam desqualificar a medida com argumentos de que ela provocaria prejuízos econômicos ao país e às empresas. A proposta tem apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Os grandes empresários mentem e mantêm uma lógica escravocrata. A redução da jornada sem redução salarial melhora a qualidade de vida, diminui o adoecimento dos trabalhadores, aumenta a produtividade, gera empregos e impulsiona o crescimento econômico do país. Diziam também que o Brasil quebraria quando o então presidente João Goulart instituiu o 13º salário. O que aconteceu foi justamente o contrário: a medida aumentou o consumo das famílias e fortaleceu o comércio”, afirmou a vice-presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio, Kátia Branco.