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Imprensa SeebRio
Erros que chegam a mais de R$ 260 mil foram verificados nos cálculos de rescisões analisadas pela Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, somente no mês de janeiro. A informação é da titular-executiva da Secretaria, Denia Almeida.
A dirigente citou o fato para chamar a atenção da categoria para a importância das contas das rescisões serem avaliadas pelos homologadores do Jurídico, evitando perdas financeiras para bancários e bancárias demitidos. Denia relatou que em pelo menos 26% dos casos foram verificados valores inferiores aos que deveriam ser pagos.
Acrescentou que o momento da rescisão do contrato de trabalho, que já é delicado para qualquer trabalhador, pode esconder prejuízos financeiros significativos. “Apenas no mês de janeiro de 2026, ainda nem encerrado, o Sindicato já identificou R$ 260.225,82 em diferenças em verbas rescisórias de bancários demitidos. Os dados são resultado do trabalho de conferência realizado pelos homologadores da Secretaria de Assuntos Jurídicos, que atuam no atendimento à categoria no processo de verificação do cálculo dos valores a serem pagos para a ratificação da dispensa”, afirmou.
Conferência é fundamental – Detalhou, ainda, que de trinta homologações analisadas, oito apresentaram valores menores do que os trabalhadores deveriam receber. Isso representa mais de 26% dos casos com inconsistências.
Nos casos já identificados em janeiro, os bancários foram orientados e os valores questionados, evitando prejuízo financeiro direto.
Alerta aos bancários – O sindicato reforça que a homologação não deve ser tratada como mera formalidade. É um momento decisivo para garantir que todos os direitos sejam pagos corretamente.
“A pessoa está saindo do emprego, muitas vezes abalada, e não tem obrigação de saber calcular rescisão. Nosso papel é justamente proteger o trabalhador nesse momento”, destaca a equipe de homologação.
A revisão pode significar a diferença entre sair com o valor correto ou perder quantias importantes que só seriam recuperadas na Justiça, segundo Denia Almeida.
Onde ocorrem os erros
Segundo o setor de homologações do Sindicato, as diferenças podem estar relacionadas a:
– Cálculo incorreto de verbas variáveis
– Reflexos de horas extras
– Férias e 13º proporcionais
– Aviso prévio indenizado
– Integração de comissões e gratificações
– FGTS e multa
A importância da homologação assistida – Muitas vezes o trabalhador, fragilizado emocionalmente após o desligamento, assina os documentos acreditando que os valores estão corretos. Quem não revisa pode perder dinheiro
“O problema é que, após a assinatura sem ressalvas, o bancário que identificar o erro depois só conseguirá reaver os valores por meio de ação judicial, processo que pode levar anos”, segundo Adriano Campos, também diretor da Secretaria de Assuntos Jurídicos.
Já quem realiza a homologação com assistência do Sindicato tem os cálculos revisados por profissionais especializados, que verificam item por item do Termo de Rescisão.
O atendimento feito pelos homologadores garante:
– Conferência técnica dos valores
– Identificação de diferenças
– Solicitação imediata de correção
– Segurança jurídica para o trabalhador
Os bancários desligados devem procurar o Sindicato antes de assinar a rescisão sem conferência, levando:
– TRCT
– Demonstrativo de verbas
– Holerites recentes
– Extrato de FGTS