Doenças ocupacionais: categoria bancária está entre as que mais sofrem doenças psíquicas

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Bancários e bancárias sofrem cada vez mais doenças mentais em função da pressão por metas. Saúde do Trabalhador será prioridade na campanha nacional da categoria em 2025

 

Carlos Vasconcellos

Imprensa SeebRio

Nesta segunda-feira, 28 de abril, é o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Neste mesmo dia, em 1969, uma explosão numa mina no estado norte-americano da Virginia matou 78 mineiros.

Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) instituiu a data como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. No Brasil,, a data foi instituída pela Lei nº 11.121/2005.

“Este dia é uma oportunidade para uma reflexão nacional sobre o tema, pois é cada vez maior o número de trabalhadores vítimas de doenças ocupacionais. É o caso da nossa categoria bancária, uma das que mais sofre de doenças mentais fruto da atividade profissional. Isso acontece devido a uma política de metas que assedia moralmente os bancários e bancárias, o que tem adoecido os funcionários”, disse o diretor executivo da Secretaria de Saúde do Sindicato do Rio de Janeiro, Edelson Figueiredo.

Crescem doenças mentais 

Em pouco mais de uma década, o afastamento de bancários por doenças psíquicas saltou de 30% para 57% na categoria bancária, segundo uma pesquisa realizada pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“Hoje as doenças mentais são responsáveis pela maioria dos afastamentos dos funcionários nos bancos, superando inclusive as LER/Dorts, Lesões por Esforços Repetitivos. A saúde do trabalhador é uma das prioridades da campanha nacional da categoria este ano e é preciso que os bancos abandonem este modelo de gestão nos locais de trabalho, que é antiproducente e arcaico, baseado na pressão psicológica, assédio moral e metas desumanas que adoecem cada vez mais trabalhadores”, acrescentou Edelson.