Atrair e manter jovens no movimento sindical é desafio para enfrentar novas tecnologias no trabalho

Foto: Contraf-CUT
Comitiva latino americana na 6ª edição do UNI Américas Juventude

 

Carlos Vasconcellos 

Imprensa SeebRio 

Com informações da 

Como atrair e manter os jovens no movimento sindical para enfrentar os desafios das transformações no mundo do trabalho, em função do avanço das novas tecnologias, incluindo a Inteligência Artificial (IA)?

Este foi um dos principais eixos que dirigentes sindicais de 11 países das américas do Sul, Central e Norte buscaram responder na 6ª Conferência Regional da UNI Américas Juventude, que Como atrair e manter os jovens no movimento sindical e ampliar a luta diante de um mundo do trabalho em transformação, com o avanço das tecnologias disruptivas, como a Inteligência Artificial? Essas foram algumas das questões que dirigentes de 11 países das américas do Sul, Central e Norte buscaram responder na 6ª Conferência Regional da UNI Américas Juventude. 

O evento aconteceu na quarta-feira (4), em La Falda, Córdoba, na Argentina. Participaram do encontro 73 dirigentes representando 33 sindicatos de todo continente

“Estudar a história do movimento sindical não pode servir para a gente reproduzir modelos que não respondem mais aos anseios da classe trabalhadora, da juventude”, disse durante sua intervenção. a secretária da Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Bianca Garbelini. 

Diversidade 

Bianca lembrou ainda que o movimento sindical não pode discutir o trabalho “só do ponto de vista do homem heterossexual branco, porque essa não é e nunca foi a única cara da classe trabalhadora latino-americana”.

“Somos diversos. Portanto, a discussão da diversidade é fundamental para o futuro do movimento sindical, porque a gente precisa parar de fingir que esses temas estão à parte da classe trabalhadora. Nós somos lésbicas, gays, trans e todas as outras letras da sigla”, completou.

Os dirigentes debateram sobre os impactos das novas tecnologias no mundo do trabalho, lembrando que envolvem a precarização do trabalho através das plataformas de aplicativos. 

 “Em todos os locais, o que estamos vendo é que muitos jovens entram no mercado de trabalho na informalidade, em empregos precarizados e com salários ruins. Então, saímos desse encontro com o mesmo desafio que a classe trabalhadora vem enfrentando nos últimos anos, que é não apenas atrair mais jovens para o movimento sindical, mas como nos organizar e reverter esse quadro de precarização”, acrescentou Bianca em entrevista ao site da Contraf-CUT. 

Novo Comitê

No final do encontro, os dirigentes definiram os cargos para o novo Comitê Regional da UNI Américas Juventude, com mandato para os próximos quatro anos. O argentino Juan Manuel de Fuva assume a presidência da entidade, no lugar de Lucimara Malaquias, que passa a integrar o Comitê Executivo da UNI Finanças. nessa quarta-feira (4), em La Falda, Córdoba, na Argentina.