Empregados cobram soluções concretas para as condições de trabalho na Caixa

Foto: Contraf-CUT
Representantes dos empregados da Caixa cobraram da direção da empresa, melhores condições de trabalho

Carlos Vasconcellos

Imprensa SeebRio

Com informações da Contraf-CUT

A representação dos empregados da Caixa Econômica Federal cobrou, durante reunião do GT de Condições de Trabalho realizada nesta terça-feira (18), soluções efetivas da empresa e respostas mais ágeis em relação às reivindicações dos bancários da estatal.

“Esta é a quarta reunião deste grupo de trabalho. Tivemos avanços em alguns temas, mas os casos prioritários, como a situação da saúde psíquica dos empregados, continuam sem sequer serem tratados nas reuniões”, observou a coordenadora do GT e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.

Gestão pelo medo continua

O movimento sindical cobra soluções para o fim das cobranças abusivas de metas que têm adoecido um grande número de trabalhadores.

Apesar de considerar positivo o retorno do diálogo da empresa com os empregados, na prática, a realidade da rotina dos bancários não mudou.

A representação dos empregados também questiona a afirmação do banco de que a gestão pelo medo acabou na Caixa.

O banco alardeia que a gestão pelo medo na Caixa acabou. Este pode ser um desejo da nova gestão, mas, efetivamente, não é verdade. Temos avanços sim, mas não o suficiente para acabar com as cobranças abusivas de metas”, disse a coordenadora da CEE.

Os sindicatos alegam, ainda, que há muitos outros temas que precisam ser debatidos na mesa de negociações, como as funções gratificadas, os desdobramentos de encarreiramento, o teletrabalho e a Funcef (Fundação dos Economiários Federais), o plano de previdência dos empregados Caixa.

Informações sobre PCDs

A Caixa trouxe informações sobre o acesso remoto ao sistema interno, sobre a “trilha de saúde” e sobre Pessoas com Deficiência (PCDs) que trabalham no banco, que atingiu os 5% obrigatórios por lei. Segundo o banco, dos 86.473 empregados, 5,01% (4.329) são PCDs, após a pressão dos sindicatos. No entanto, mesmo neste item, ainda faltam questões a serem resolvidas.

Foi lembrado também outras demandas, como: as mudanças no sistema que, muitas vezes, não funcionam devido à qualidade dos equipamentos, que travam e há queda do sistema; Gestores dividem metade da atuação do teletrabalho em home office e a outra presencial, para evitar o pagamento do adicional estipulado na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e a falta de prioridade para PCDs e pais de PCDs e crianças com até seis anos de idade para o teletrabalho, conforme definido no artigo 75-F da Convenção Coletiva de Trabalho (CLT), bem como a não redução da jornada para este grupo.

 

Outras cobranças feitas à direção da Caixa

 – Contratação de mais empregados para sanar o problema de sobrecarga;

Atas das reuniões do GT

– Universidade Caixa precisa chegar realmente às unidades e ser acessível, com tempo disponível para estudo durante o expediente e cursos presenciais

– Solução para problemas de sistemas e equipamentos obsoletos;

– Calendário para mesas de negociações;

– Negociação sobre o Saúde Caixa;

– Retirada do “Fique bem” do “Conquiste”.