Empresa é responsável pelo fornecimento de energia a 31 munícipios do Rio de Janeiro

Obrigações financeiras da Light chegam a R$ 11 bilhõesDivulgação/Light
A Light, que fornece energia para 4 milhões de clientes em 31 municípios do Rio de Janeiro, diz que avaliou alternativas e empreendeu esforços na busca por uma solução, “inclusive mediante tratativas com certos credores no âmbito de procedimento de mediação devidamente instaurado e em curso na presente data”. No entanto, a empresa cita que a situação se agravou, “embora siga avançando nas negociações”.
Uma das dificuldades que a Light enfrentou para avançar nas negociações era o fato de que alguns grupos não quiseram assinar acordos de confidencialidade que lhes permitiria ter acesso a informações mais completas sobre a companhia. Sem a formação de um grupo sólido disposto a aderir a alguma alternativa possível, se tornou inviável a construção de uma solução.
A companhia chegou a ter reuniões com a Aneel e o Ministério das Minas e Energia para discutir as atuais condições de prestação do serviço e a sustentabilidade econômica da distribuidora. Entre potenciais ações que foram colocadas à mesa esteve revisão tarifária extraordinária para trazer maior fôlego à companhia. A Light tem um problema grave de receitas com tarifas e custos, agravados por “gatos” nas regiões de milícias do Rio de Janeiro.
As agências de rating, cuja função é auxiliar os investidores a avaliar os riscos de aplicar em alguma empresa, vem rebaixando a nota da Light para os patamares que indicam insolvência desde fevereiro. Na mais recente ação de rating, em abril, a Fitch estimou que o grupo precisará de até R$ 1,8 bilhão em financiamentos em 2023 e pelo menos R$ 1,5 bilhão em 2024.
