Em carta divulgada no último dia 10, intitulada “O Brasil não precisa de um banco, precisa da Caixa”, Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da CEF, lembra que o banco chega aos 161 anos graças ao protagonismo dos empregados e empregadas e a confiança da população brasileira.
“Se hoje o Estado conta com um banco público centenário, do porte da Caixa, que pode ser usado para o crescimento do país ou mesmo em momentos de calamidade pública, é porque ao longo de muitos governos, incluindo o atual, os empregados, entidades sindicais e associativas, e movimentos organizados empunharam a bandeira da defesa de manutenção do banco público frente às iniciativas de privatização.”
Lembra que em 2020, fomos acometidos pela pandemia da covid-19 e, mais uma vez, como em outros momentos históricos do Brasil, como a incorporação do Banco Nacional da Habitação (BNH), na década de 80; centralização das contas do FGTS, 1991; gerenciamento do Bolsa Família, 2003; os trabalhadores da Caixa foram desafiados. “Os empregados, verdadeiros protagonistas dessa longa história, concursados, comprometidos, com alta escolaridade, mesmo sob risco de contágio, pressionados, ficaram na linha de frente e deram conta de atender, em tempo recorde, metade da população brasileira, algo em torno de 120 milhões de pessoas”, afirmou.Acrescenta que a população brasileira, mesmo fazendo críticas à falta de pessoal suficiente para garantir um melhor atendimento, valoriza e reconhece o papel da Caixa. Em todas as últimas pesquisas de opinião realizadas por grandes institutos, como Datafolha, afirmam, por ampla maioria, ser contra a privatização da Caixa.
“Não obstante a isso, a política do governo de privatização das operações e ativos do banco vem acontecendo, o que tende a enfraquecer sua autonomia e sustentabilidade no médio prazo.”