BANCO DO BRASIL

Sindicato protesta contra elevador obsoleto e sem funcionar há dois meses no BB do Catete

Teve bolo e “parabéns” em ironia ao fato de o elevador estar sem funcionar há dois meses na unidade. Em todo o banco faltam caixas

Diretores do Sindicato, funcionários e clientes 'cantaram parabéns' e cortaram bolo em crítica aos dois meses sem elevador na agência do Banco do Brasil, no Catete. Clientes idosos e com dificuldade de mobilidade (D) são os que mais sofrem com a falta de elevadores

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro realizou na sexta-feira passada (12), um protesto na agência do Banco do Brasil no bairro do Catete, Zona Sul da cidade. Os funcionários denunciam o estado obsoleto do elevador, com mau funcionamento crônico, chegando a ficar dois meses sem funcionar. “Recebemos denúncias de que as falhas no único elevador em funcionamento incluem interrupções no serviço que duram vários dias na semana, além de situações de usuários presos na cabine do elevador, culminando em 60 dias sem elevador. A situação tem assustado os bancários”, criticou a diretora do Sindicato, Luciana Vieira. Segundo relatórios técnicos, devido à escassez de peças de reposição e aos altos custos de manutenção, a empresa condenou formalmente o equipamento há cerca de um ano. Atualmente, a agência completa dois meses de interrupção total do serviço deste elevador, restando a escada como única opção de acesso aos andares.

Bolo pelos dois meses

Em protesto contra a falta de providências definitivas da direção do BB, os dirigentes sindicais “cantaram parabéns” e levaram um bolo de aniversário com velinhas pelos dois meses sem elevador, numa crítica bem-humorada e irônica ao problema de locomoção na unidade. Funcionários e clientes apoiaram integralmente os protestos.
O banco havia comprado dois novos elevadores. No entanto, o elevador principal permaneceu armazenado em um depósito por um ano, sendo afetado por acúmulo de poeira, sem que a instalação fosse iniciada. Diante do problema a gestão do BB optou por utilizar o segundo elevador, que ficou sobrecarregado por atender a todos os andares, aumentando o tempo de espera dos usuários. A agência apresenta outros problemas crônicos, como obras intermináveis na unidade: está sendo realizada a abertura de portas nas paredes de alvenaria após a área das portas giratórias. A abertura do 2º andar foi realizada, restando ainda a execução da abertura no andar térreo. Na avaliação do movimento sindical, a medida é de alto custo e eficácia paliativa, atrasando o cronograma de uma solução eficaz e definitiva.

Sindicato cobra providências

O Sindicato denuncia ainda, os impactos prejudiciais do problema estrutural da unidade em relação aos clientes e usuários do banco. Os que mais sofrem são os idosos e Pessoas com Deficiência (PCDs) ou com mobilidade reduzida, inclusive com risco de acidentes graves por terem de utilizar as escadas. Já o funcionalismo fica sujeito à esforço físico em dobro: precisam descer à uma sala anexa criada emergencialmente no térreo para o atendimento aos clientes, aumentando a sobrecarga no trabalho, já afetada devido à extinção de cargos de supervisão. “É inadmissível o descaso do banco com os clientes e com o funcionalismo. Trata-se de uma agência com três andares, onde os funcionários passam por essa dificuldade diariamente e a população, com grande concentração de idosos no bairro, sofre demais com essa situação”, ressalta Alexandre Batista, diretor executivo de Bancos Públicos do Sindicato e representante da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB), que vem cobrando dos gestores do banco prioridade máxima a esse caso. O diretor do Sindicato Jorge André também tem entrado em contato constante com o setor responsável e cobrado providências do banco.
Faltam caixas – Outro problema crônico em todas as unidades do BB é a retirada de caixas das agências, fato que prejudica muito os clientes, principalmente os idosos, que em geral precisam do atendimento presencial, criando dificuldades para os funcionários das agências que passam a concentrar o atendimento de caixas acarretando superlotação. “O Sindicato irá intensificar as ações para denunciar mais essa prática abusiva do banco”, concluiu Batista.