Quinta, 12 Mai 2022 16:40

Governo Bolsonaro eleva juros e aumenta ainda mais o endividamento das famílias

Mais brasileiros estão tendo que recorrer aos empréstimos bancários para consumo básico, como compra de alimentos e com juros maiores
AS CONTAS NÃO FECHAM – Com a redução da renda e a inflação galopante, os brasileiros acabam recorrendo ao cartão de crédito. Os juros altos elevam o endividamento das famílias no Brasil AS CONTAS NÃO FECHAM – Com a redução da renda e a inflação galopante, os brasileiros acabam recorrendo ao cartão de crédito. Os juros altos elevam o endividamento das famílias no Brasil

Carlos Vasconcellos

Imprensa SeebRio

 

A política econômica do ministro da Economia Paulo Guedes e do Banco Central, presidida pelo também banqueiro Roberto Campos Neto (Santander), de elevar ainda mais os juros básicos (Selic), além de agravar a recessão econômica, constrangendo o consumo, aumentam o endividamento das famílias brasileiras. O motivo é que, com a queda da renda dos trabalhadores, as pessoas estão buscando no cartão de crédito uma forma de garantir a comida na mesa. No tocante às famílias, o estoque de crédito somou R$ 2,8 trilhões, com crescimento de 0,7% em janeiro e 21,4% em fevereiro.

“Não para de crescer o número de brasileiros com algum tipo de dívida, especialmente no cartão de crédito. Isso se deve aos juros elevados e o governo Bolsonaro continua aumento a Selic que leva o mercado a oferecer taxas cada vez maiores para os empréstimos e no rotativo do cartão”, destaca o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio, Geraldo Ferraz.

Só os bancos ganham

Em 2021, mais de 70% dos brasileiros fechou o ano com algum endividamento com bancos e financeiras e o cartão de crédito é o principal vilão das famílias.

“Como justificar uma economia em recessão, o parque industrial quebrando no país, o comércio agonizando e os trabalhadores sofrendo com o desemprego e a perda de renda frente a uma inflação galopante, os bancos continuarem batendo recordes de lucro? Não há país que consiga crescer com esta política econômica desastrosa de Paulo Guedes”, acrescenta Geraldo.

Mídia