Segunda, 30 Dezembro 2019 13:26

No Santander, campanha é na base do constrangimento

Adriana elogiou a iniciativa voluntária dos bancários e criticou a postura do banco Santander, que constrange os funcionários a participarem de uma campanha de doação promovida pelo grupo espanhol, estabelecendo, inclusive, o valor da doação.
“Obrigada a todas as bancárias e bancários que contribuíram para a campanha do Sindicato. É muito bom poder ajudar, mas também é muito importante que essa colaboração venha do coração e não seja uma imposição como fez o Banco Santander ao fazer um desconto automático sem autorização das bancárias e dos bancários”, ressaltou.
Entenda o caso
Conforme denúncia dos bancários publicada na edição anterior do Jornal Bancário, a campanha “Sonhos que transformam”, do Santander, estabelece até o valor das doações, que é de 1% da remuneração variável, incluindo o programa de PLR dos empregados que será creditado em fevereiro de 2020. Funcionários que não quiseram participar da campanha, denunciam ainda ter dificuldade e sentir constrangimento, pois para não fazerem as doações é preciso entrar no site disponibilizado pelo banco e marcar a opção “não”. Os bancários, que são também obrigados a informar se participam de “outros programas de doação”, disseram encontrar dificuldades para registrar sua contrariedade ao desconto.
Já os altos executivos recebem remuneração variável em ações do Santander, que não é contabilizada para o cálculo de 1% de seus ganhos, ou seja, os mais abastados do banco espanhol vão doar proporcionalmente muito menos que os demais trabalhadores da empresa.
A Contraf-CUT enviou ofício ao Santander cobrando alterações no modelo do programa de doações. Até o fechamento desta edição o banco não havia dado uma resposta.