Terça, 05 Novembro 2019 13:11

Lucro do Itaú cresce 10,9% e alcança R$ 7,2 bilhões, acima do esperado

O lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco (ITUB4) cresceu 10,9% no terceiro trimestre de 2019, a R$ 7,156 bilhões, impulsionado pela menor inadimplência e controle de custos. O resultado veio acima do esperado pelo mercado, que estava em torno de R$ 7,1 bilhões.

O índice de inadimplência medido por créditos vencidos há mais de 90 dias atingiu 2,9%, ficando estável em relação ao mesmo período de 2018.

A carteira de crédito total ajustada do banco atingiu R$ 689 bilhões ao final de setembro de 2019, alta de 8,3% em 12 meses.

“A carteira de crédito continua com desempenho positivo e, assim como nos últimos trimestres, teve seu crescimento impulsionado pelas carteiras de Pessoas Físicas e de Micro, Pequenas e Médias Empresas. Adicionalmente, vale destacar a retomada da demanda por crédito no segmento de Grandes Empresas, que cresceu anualmente pela primeira vez em mais de três anos”, disse o Vice-Presidente Executivo, CFO e CRO do Itaú, Milton Maluhy.

PDV

O banco também informou que 3,5 mil funcionários aderiram ao seu programa de desligamento voluntário (PDV) a um custo de R$ 2,4 bilhões, mostra comunicado enviado ao mercado nesta segunda-feira (4).

De acordo com o banco, o programa teve como objetivo dar oportunidade a transição de carreira segura e voluntária para quem tinha o interesse em deixar a instituição financeira, além de adequar as estruturas da companhia à realidade do mercado.

No documento, o Itaú reitera que “o programa, em função dos nossos investimentos em tecnologia, não afetará a qualidade e a disponibilidade de nossos serviços aos clientes”.

 “Este foi mais um trimestre em que evoluímos em nossa transformação para caminharmos em direção à liga das melhores empresas do mundo em satisfação de clientes. Ao mesmo tempo, nos preparamos para colher os benefícios da melhora que projetamos para o ambiente econômico, decorrente da aprovação da Reforma da Previdência e da continuidade da agenda de reformas, concessões e privatizações”, afirmou o CEO do Itaú, Candido Bracher.