Segunda, 13 Abril 2026 21:17
DITADURA NUNCA MAIS

Eleições de 2026 são fundamentais para a defesa da democracia brasileira

Passados 62 anos do golpe militar de 1964, acadêmicos, especialistas e o movimento sindical consideram que a democracia segue ameaçada no país
Este ano marca os 62 anos do golpe militar de 1964, que instaurou uma ditadura de 21 anos no Brasil. Para especialistas e representantes do movimento sindical, as eleições de 2026 serão decisivas para a manutenção da democracia.
No dia 31 de março - ou 1º de abril, como apontam alguns historiadores - os militares, com apoio de setores da direita do Congresso Nacional, derrubaram o governo democrático do presidente João Goulart, do antigo PTB e herdeiro do trabalhismo de Getúlio Vargas. Passadas mais de seis décadas, cientistas políticos e historiadores avaliam que o Brasil ainda corre o risco de um novo golpe, o que torna o processo eleitoral de 2026 ainda mais relevante para a defesa das instituições democráticas.
Nesse contexto, lembram que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições de 2022, e setores das Forças Armadas teriam tentado impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo especialistas, o objetivo seria instaurar um novo regime cívico-militar no país.

Não foi só vandalismo

Historiadores como Marcos Napolitano e Fran­cisco Teixeira interpretam os atos de 8 de janeiro de 2023 como uma tentativa de golpe de Estado e não apenas atos de vandalismo como tentam sugerir os defensores do atentado contra a democracia.
Para o movimento sindical, juristas e muitos acadêmcios, o país ainda vive sob o risco de retrocessos democráticos. “Estas eleições têm um caráter que vai além dos avanços do governo Lula nas áreas econômica e social, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a retirada do Brasil do Mapa da Fome e a preservação dos direitos trabalhistas. Está em jogo a própria defesa da democracia. Com apoio do governo de extrema-direita de Donald Trump, o candidato do clã Bolsonaro pode tentar um novo golpe - desta vez, sem tanques nas ruas, mas por meio de mecanismos institucionais, como a eleição de maioria no Senado e o eventual impeachment de ministros do STF que se opuseram aos atos de 8 de janeiro”, avalia o secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar.

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