Terça, 07 Abril 2026 18:42
QUALIDADE DE VIDA

Mobilização popular em Brasília vai pressionar parlamentares a aprovar o fim da escala 6x1

Ato organizado pelas centrais sindicais, no dia 15/4, visa reduzir jornada sem diminuição de salários e garantir trabalho digno para milhões de trabalhadores
As mulheres, como sempre, estarão no ato pela redução da escala 6 x 1: mais qualidade de vida e mais tempo para a família As mulheres, como sempre, estarão no ato pela redução da escala 6 x 1: mais qualidade de vida e mais tempo para a família

 

Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio

Após a conquista da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e da redução da alíquota para salários de até R$ 7.350, a próxima pauta dos trabalhadores e trabalhadoras é o fim da escala 6x1, sem redução salarial — regime ainda adotado em diversas categorias, como comércio e serviços. Embora os bancários já contem com jornada de seis horas diárias e folga aos fins de semana, a categoria está engajada em solidariedade aos demais trabalhadores, até porque muitos empregados do setor financeiro têm familiares trabalhando em outras atividades e submetidos à escala 6x1.

Outras pautas

Para pressionar pelo fim desse regime de trabalho, as centrais sindicais organizam um grande ato em Brasília no próximo dia 15 de abril (quarta-feira). O objetivo é influenciar o Congresso Nacional a aprovar a proposta em tramitação. A mobilização integra a jornada nacional de lutas e se articula com as celebrações do 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.

“Na manifestação, também defenderemos o combate ao feminicídio em todo o país, o fim da pejotização irrestrita e a geração de empregos de qualidade, com ampliação de direitos e trabalho digno”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Ferreira. Também fazem parte da pauta o fortalecimento das negociações coletivas e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

Importância da mobilização

O presidente nacional da CUT, Sergio Nobre, destacou a importância da redução da jornada para garantir mais tempo de descanso, estudo, prática religiosa e convivência familiar. “O eixo central do ato é a redução da jornada para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1. Queremos mais dignidade para os trabalhadores, com melhores condições de descanso e convívio social”, afirmou. Entre as reivindicações está ainda a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 7.500 e regras mais justas para a tributação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Segundo as entidades, grandes investidores atualmente não pagam imposto sobre lucros e dividendos no Brasil.

“Vamos ocupar as ruas de Brasília na marcha da classe trabalhadora. É fundamental que a militância de todo o país se mobilize para participar dessa manifestação, que será decisiva para dar visibilidade à nossa pauta e pressionar deputados e senadores pela aprovação de nossos projetos prioritários”, acrescentou o dirigente.

Confira a Programação

8h                   Concentração no estacionamento do Teatro Municipal, próximo à Rodoviária e em frente à Catedral

9h                   Plenária da Classe Trabalhadora seguida de marcha até a Esplanada dos Ministério

A tarde           Dirigentes sindicais entegam pauta de reivindicações ao Presidente Lula

 

 

 

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