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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
A Secretaria de Saúde do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro convida a categoria para o lançamento do livro “Burnout: Conflitos de Valores Éticos e Alterações de Identidade”, do psicólogo e especialista Rui Carlos Stockinger. Após o lançamento, o autor ministrará a palestra “Burnout, a epidemia silenciosa que corrói bancários e bancárias: quando o trabalho não dignifica o homem”. Stockinger também é psicoterapeuta e possui ampla experiência no tema.
O evento será realizado no dia 13 de abril (segunda-feira), às 10h, no auditório do Sindicato (Avenida Presidente Vargas, 502, 21º andar, Centro). “Precisamos debater esse tema, que é uma doença que atinge milhões de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, inclusive bancários. Trata-se de uma epidemia que deve ser levada em consideração pelo poder público e pelas empresas. No caso da nossa categoria, é necessário levar essa pauta às mesas de negociação da campanha nacional deste ano. Não é mais possível que os bancos mantenham uma gestão desumana, baseada em pressão e assédio moral para o cumprimento de metas quase inatingíveis”, afirma o diretor executivo de Saúde do Sindicato, Edelson Figueiredo.
Números alarmantes
A burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, caracteriza-se por desmotivação, baixa produtividade e sentimentos de ineficácia, provocando alterações de identidade, como sensação de vazio interno, confusão emocional, distanciamento entre identidade pessoal e profissional, além da perda de espontaneidade e autoestima no cotidiano.
Estimativas indicam que o burnout afeta cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros. Outras pesquisas sugerem que esse número pode chegar a 33 milhões de pessoas. Em 2024, mais de 470 mil brasileiros foram afastados do trabalho por transtornos mentais e comportamentais, um recorde. Os casos de burnout no Brasil foram, no ano retrasado, seis vezes superiores aos registrados em 2021.
Já os afastamentos peloINSS cresceram quase 1000% na última década.
“Uma pesquisa nacional revela que mais de 1.500 bancários e bancárias se identificam com os sintomas da síndrome de burnout. É fundamental debater com a categoria os efeitos do assédio moral e dos modelos de gestão dos bancos, que estão adoecendo os trabalhadores”, conclui Edelson.