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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
O coletivo LGBTQIA+ dos bancários do Rio convida a categoria para participar da organização de luta em defesa da igualdade, respeito e pelo fim da discriminação
Foto: Divulgação
Carlos Vasconcellos
Imprensa Seebio
Só é possível combater a discriminação e garantir direitos de uma comunidade através da organização de luta coletiva. Esta é uma verdade que vale para todos os segmentos, por isso, o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro celebra o Dia Nacional do Orgulho Gay, convidando bancários e bancárias para participarem do coletivo LGBT da categoria. Para participar basta apontar seu celular ou smartphone para o QR Code abaixo desta matéria e pronto: você está na luta pelos direitos de nossa comunidade na categoria.
Números da violência
O Brasil ainda tem um dos piores índices de violência contra a comunidade LGBTQIA+. Pesquisas do Atlas da Violência indicam que casos de violência contra homossexuais e bissexuais saltaram de 761 em 2014 para 9.845 em 2023. Contra travestis a situação é ainda pior: teve um aumento de mais de 2.000% no mesmo período. Em 2023, foram registrados 145 assassinatos de pessoas trans no Brasil, segundo a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais).
Como denunciar
As denúncias de violência contra esta comunidade devem ser feitas pelo número 100. Políticas públicas tomadas durante o governo Lula têm sido importantes, como a que tornou a Lei Maria da Penha aplicável em relações homoafetivas entre mulheres, em caso de violência doméstica e familiar. Em 2023, foi instituído o Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (Decreto nº 11.471/2023). A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que criminalizou a homofobia e a transfobia, equiparando-as ao crime de racismo, também foi um avanço importante. No entanto, mesmo com estas medidas, a violência contra a comunidade LGBTQIA+ no Brasil continua apresentando números assustadores e inaceitáveis.