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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
No último sábado, 14 de março, completou oito anos do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista Anderson Gomes. O caso é emblemático, não apenas pelo assassinato de uma mulher negra, mas que reafirma a cidade do Rio de Janeiro dominada pelo crime organizado das milícias e sua relação estreita com políticos do parlamento carioca e fluminense e do governo estadual. Marielle denunciava a violência policial nas favelas e periferias.
Crime organizado e poder
Em fevereiro de 2026, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou os mandantes e envolvidos na morte de Marielle e Anderson Gomes. Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos e 3 meses de prisão. Major Ronald (56 anos) e Robson Calixto (9 anos) também receberam penas, enquanto Rivaldo Barbosa recebeu 18 anos por obstrução das investigações.
“A prisão dos mandantes e envolvidos no assassinato de Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes trouxe alívio aos familiares e a todos que admiravam a coragem e o trabalho da vereadora. Mas essa questão não pode ser limitada as ações judiciais porque precisamos intensificar o debate de que o crime organizado das milícias e do tráfico estão dentro da estrutura de poder do estado do Rio de Janeiro, no governo estadual e também na Câmara de Vereadores e principalmente na Alerj”, critica a vice-presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio, Kátia Branco.
“Nós trabalhadores e trabalhadoras precisamos estar atentos em quem estaremos votando em 2026 e precisamos tirar as garras das milícias dos poderes constituídos”, acrescentou Kátia.
Exposição no CCBB: legado de Marielle
Estará até o dia 12 de abril, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), a exposição sobre o legado de Marielle Franco, no hall do cinema II. Para ver o trabalho, de quarta a segunda, das 9h às 20h é preciso resgatar gratuitamente o ingresso de forma online ou presencial. O endereço é Rua Primeiro de Março, 66, no Centro do Rio. A exposição celebra a resistência das mulheres negras no Brasil.