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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Centenas de pessoas participaram da Terceira Marcha Trans, que percorreu as principais vias de Brasília, mesmo debaixo de uma chuva constante, em 25 de janeiro. A manifestação foi a favor de políticas públicas para a comunidade trans. Tendo como tema principal “Brasil soberano é país sem transfobia”, a manifestação reuniu ativistas de diversas localidades do Brasil em frente ao Congresso Nacional.
O Coletivo LGBTQIA+ do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro esteve representado pelo seu coordenador Herbert Corrêa. Além da Marsha, o movimento realizou vários eventos, como debates e articulações políticas, entre os dias 24 e 27 de janeiro na Câmara dos Deputados, Ministério dos Direitos Humanos e na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Brasília.
Homenagem a Marsha Johnson
Herbert Corrêa explicou que a Marsha, com ‘s’, é uma homenagem a Marsha P. Johnson, importante ativista da Revolta de Stonewall, iniciada em 28 de junho de 1969 no Stonewall Inn em Nova York, uma série de protestos espontâneos da comunidade LGBTQIA+ contra a repressão violenta das forças policiais. Considerada o marco inicial do movimento moderno de direitos gays, a rebelião impulsionou o ativismo mundial e originou as paradas do orgulho LGBTQIA+.
Resistência LGBTQIA+
Corrêa disse ter vivido dias inesquecíveis, de muito aprendizado e de celebração pela existência e resistência da população transexual e travesti. “Pelo 18⁰ ano o Brasil segue ocupando o primeiro lugar como país que mais mata pessoas trans e essa realidade precisa mudar”, afirmou.
Discriminação nos bancos privados
Para o coordenador do Coletivo, a categoria bancária é plural. “Temos trabalhadores e trabalhadoras trans dentro dos bancos. Entretanto, esse número ainda é bem pequeno e está concentrado apenas em bancos públicos, pois os privados, apesar de apresentarem programas de diversidade, não abrangem a contratação de pessoas trans, que sequer chegam a uma entrevista em um processo seletivo”, denunciou.
Fez questão de frisar que infelizmente, essa realidade, não é só nos bancos, mas em muitas empresas privadas, que excluem a população trans, empurrando-a para a informalidade e para relações de trabalho precárias. “Por esse motivo, continuaremos na luta, ao lado dos movimentos sociais, em busca de inclusão e no combate à transfobia”, ressaltou.