Segunda, 02 Fevereiro 2026 20:32

Sindicato identifica mais de R$ 260 mil de erros em rescisões

Erros que chegam a mais de R$ 260 mil foram verificados nos cálculos de Rescisões analisadas pela Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, somente no mês de janeiro. A informação é da titular-executiva da Secretaria, Denia Almeida. A dirigente chama a atenção da categoria para a importância das contas das rescisões serem avaliadas pelos homologadores do Jurídico, evitando perdas para bancários e bancárias demitidos. Em 26% dos casos analisados, foram verificados valores inferiores aos que deveriam ser pagos. Ou seja, de cada quatro Rescisões uma continha erro contra o bancário ou bancária.
Denia acrescentou que o momento da rescisão do contrato de trabalho, que já é delicado para qualquer trabalhador, pode esconder prejuízos financeiros significativos. “Apenas em janeiro Sindicato já identificou R$ 260.225,82 em diferenças em verbas rescisórias de bancários demitidos. Os dados são resultado do trabalho de conferência realizado pelos homologadores do Jurídico, que atuam na verificação dos valores da dispensa”, afirmou.
Nos casos já identificados em janeiro, os bancários foram orientados e os valores questionados, evitando prejuízo financeiro direto. O Sindicato reforça que a homologação não deve ser tratada como mera formalidade. É um momento decisivo para garantir que todos os direitos sejam pagos corretamente.
“A pessoa está saindo do emprego, muitas vezes abalada, e não tem obrigação de saber calcular rescisão. Nosso papel é justamente proteger o trabalhador nesse momento”, destaca a equipe de homologação. A revisão pode significar a diferença entre sair com o valor correto ou perder quantias importantes que só seriam recuperadas na Justiça, segundo Denia Almeida.
Os bancários demitidos devem procurar o Sindicato antes de assinar a rescisão sem conferência, levando: Termo de recisão do Contrato de Trabalho (TRCT), demonstrativo de verbas, contracheques recentes e extrato de FGTS. O atendimento feito pelos homologadores garante: Conferência técnica dos valores; identificação de diferenças; solicitação imediata de correção; e segurança jurídica para o trabalhador.
Muitas vezes o trabalhador, fragilizado emocionalmente após o desligamento, assina os documentos acreditando que os valores estão corretos. Quem não revisa pode perder dinheiro. “O problema é que, após a assinatura sem ressalvas, o bancário que identificar o erro depois só conseguirá reaver os valores por meio de ação judicial, processo que pode levar anos", segundo Adriano Campos, também diretor da Secretaria de Assuntos Jurídicos.
Já quem realiza a homologação com assistência do Sindicato tem os cálculos revisados por profissionais especializados, que verificam item por item do Termo de Rescisão.

Onde ocorrem os erros

- Cálculo incorreto de verbas variáveis
- Reflexos de horas extras - Férias e 13º proporcionais
- Aviso prévio indenizado
- Integração de comissões e gratificações
- FGTS e multa

 

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