Segunda, 02 Fevereiro 2026 20:30

Mais uma vez o BB anuncia reestruturação sem transparência

Rita Mota, diretora do Sindicato: "Mais uma vez o banco apresenta uma reestruturação sem diálogo com o movimento sindical e sem a transparência necessária". Rita Mota, diretora do Sindicato: "Mais uma vez o banco apresenta uma reestruturação sem diálogo com o movimento sindical e sem a transparência necessária".

Num processo açodado, sem qualquer negociação com o movimento sindical, mal explicado e sem transparência, o Banco do Brasil anunciou, na sexta-feira (27/1), um processo de reestruturação profunda. A reorganização da rede de agências envolve a criação de funções, realocação de equipes e mudanças no modelo de atendimento.
As entidades sindicais ainda estão analisando os impactos, mas pelo que já aparece até aqui, o processo altera as funções, tal como eram conhecidas até aqui, a alocação de funcionários e a remuneração. Há a imposição de metas mais pesadas e, consequentemente, das pressões das cobranças. Para Júlio Castro, diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, com o modelo o BB parece, mais uma vez, atender ao mercado, passando por cima das pessoas.
A modernização anunciada, revela riscos concretos aos direitos e à saúde dos funcionários, podendo gerar excessos de pessoal e transferências compulsórias, no caso do quadro “não se ajustar” às vagas existentes, segundo as regras agora estabelecidas pelo BB. O impacto será grande na vida das pessoas e de suas famílias.A reestruturação prevê a redução da rede nos municípios, a população de muitos deles sem atendimento, seguindo a lógica do setor privado. Pode gerar ainda descomissionamentos e perdas de remuneração. Para Rita Mota, diretora do Sindicato, mais uma vez o banco apresenta uma reestruturação sem diálogo com o movimento sindical e sem a transparência necessária para que todos tenham a consciência sobre os possíveis impactos.
“Os que dependem da função comissionada, se sentem inseguros, é um processo ansiogênico e frustrante, porque o que é anunciado é que é uma coisa muito boa, mas o que as pessoas estão vendo é que não têm as informações e não sabem do que vai ser o seu próprio futuro”, criticou. Rita acrescentou: “Fora os impactos das mudanças de localização, sem a devida antecedência, com risco de perda da função e queda da remuneração”, disse.

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