Sexta, 30 Janeiro 2026 17:14

Sindicato identifica mais de R$ 260 mil de erros em rescisões de bancários

Olyntho Contente

Imprensa  SeebRio

Erros que chegam a mais de R$ 260 mil foram verificados nos cálculos de rescisões analisadas pela Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, somente no mês de janeiro. A informação é da titular-executiva da Secretaria, Denia Almeida.

A dirigente citou o fato para chamar a atenção da categoria para a importância das contas das rescisões serem avaliadas pelos homologadores do Jurídico, evitando perdas financeiras para bancários e bancárias demitidos. Denia relatou que em pelo menos 26% dos casos foram verificados valores inferiores aos que deveriam ser pagos.

Acrescentou que o momento da rescisão do contrato de trabalho, que já é delicado para qualquer trabalhador, pode esconder prejuízos financeiros significativos. “Apenas no mês de janeiro de 2026, ainda nem encerrado, o Sindicato já identificou R$ 260.225,82 em diferenças em verbas rescisórias de bancários demitidos. Os dados são resultado do trabalho de conferência realizado pelos homologadores da Secretaria de Assuntos Jurídicos, que atuam no atendimento à categoria no processo de verificação do cálculo dos valores a serem pagos para a ratificação da dispensa”, afirmou.

Conferência é fundamental – Detalhou, ainda, que de trinta homologações analisadas, oito apresentaram valores menores do que os trabalhadores deveriam receber. Isso representa mais de 26% dos casos com inconsistências.

Nos casos já identificados em janeiro, os bancários foram orientados e os valores questionados, evitando prejuízo financeiro direto.

Alerta aos bancários – O sindicato reforça que a homologação não deve ser tratada como mera formalidade. É um momento decisivo para garantir que todos os direitos sejam pagos corretamente.

“A pessoa está saindo do emprego, muitas vezes abalada, e não tem obrigação de saber calcular rescisão. Nosso papel é justamente proteger o trabalhador nesse momento”, destaca a equipe de homologação.

A revisão pode significar a diferença entre sair com o valor correto ou perder quantias importantes que só seriam recuperadas na Justiça, segundo Denia Almeida.

Onde ocorrem os erros

Segundo o setor de homologações do Sindicato, as diferenças podem estar relacionadas a:

- Cálculo incorreto de verbas variáveis

- Reflexos de horas extras

- Férias e 13º proporcionais

- Aviso prévio indenizado

- Integração de comissões e gratificações

- FGTS e multa

A importância da homologação assistida - Muitas vezes o trabalhador, fragilizado emocionalmente após o desligamento, assina os documentos acreditando que os valores estão corretos. Quem não revisa pode perder dinheiro

“O problema é que, após a assinatura sem ressalvas, o bancário que identificar o erro depois só conseguirá reaver os valores por meio de ação judicial, processo que pode levar anos", segundo Adriano Campos, também diretor da Secretaria de Assuntos Jurídicos.

Já quem realiza a homologação com assistência do Sindicato tem os cálculos revisados por profissionais especializados, que verificam item por item do Termo de Rescisão.

O atendimento feito pelos homologadores garante:

- Conferência técnica dos valores

- Identificação de diferenças

- Solicitação imediata de correção

- Segurança jurídica para o trabalhador

Os bancários desligados devem procurar o Sindicato antes de assinar a rescisão sem conferência, levando:

- TRCT

- Demonstrativo de verbas

- Holerites recentes

- Extrato de FGTS

 

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