Quarta, 07 Janeiro 2026 16:20

Atos vão lembrar vitória da democracia sobre tentativa de golpe de 8 de janeiro

Invasão e depredação dos prédios dos três poderes buscavam gerar instabilidade para derrubar o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Agência Brasil. Invasão e depredação dos prédios dos três poderes buscavam gerar instabilidade para derrubar o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Agência Brasil.

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Imprensa SeebRio

A população brasileira voltará às ruas nesta quinta-feira, 8 de janeiro, para marcar a passagem de três anos da tentativa frustrada dos bolsonaristas de impor um golpe de Estado no Brasil. Naquela data, em 2023, centenas de pessoas invadiram e depredaram os prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, dias após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O objetivo era criar um clima de instabilidade para derrubar o presidente legitimamente eleito. O golpe foi orquestrado por um grupo de civis e militares de alta patente, chefiados pelo candidato derrotado nas urnas, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foram condenados posteriormente pelo STF, por formação de quadrilha, tentativa de golpe e abolição violenta do Estado democrático de direito.

Haverá, neste dia 8, manifestações para marcar a data em que a democracia foi mantida, derrotando os golpistas, com o lema "Em defesa da democracia, sem anistia para golpistas, pelo veto ao PL da dosimetria!". A principal manifestação está marcada para acontecer em Brasília, onde os ataques ocorreram, mas outras serão realizadas nas principais cidades do país. Na capital federal, o local determinado pelos movimentos sociais é a Via N1, em frente ao Palácio do Planalto, isso porque a Praça dos Três Poderes passa por reformas. A concentração está marcada para as 8h da manhã.

José Ferreira, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, falou sobre a importância da participação da categoria bancária. "É preciso estar nas ruas para que tentativas de golpe não mais aconteçam. É preciso resistir, pois manobras daqueles que querem libertar os que tentaram roubar a democracia continuam", alertou.

Além da mobilização popular, haverá, também, uma cerimônia simbólica no Palácio do Planalto onde Lula receberá representantes de partidos, movimentos sociais e das centrais sindicais. Depois disso, o presidente da República descerá a rampa do Planalto e irá saudar a população. Também estarão presentes, ministros de Estado e do STF, senadores e deputados e os comandantes do Exército, da Marinha e Aeronáutica.

No Rio: ato e lançamento de livro – Atos estão previstos, ainda, nas principais cidades do país. O do Rio de Janeiro será na Cinelândia, a partir das 16 horas. Na mesma data, acontecerá o lançamento do livro “8 de Janeiro. Golpe Derrotado, Democracia Preservada”, às 18 horas, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), na Rua Araújo Porto Alegre, 71, 7º andar, Centro. A publicação traz textos organizados por Gisele Cittadino e Carol Proner. Lideranças sociais, políticas e jurídicas estarão presentes.

Alcolumbre e Mota de costas para a democracia – Para fazer média com partidos de extrema-direita os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente, Hugo Mota (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) não participarão do ato de Brasília. Nada de estranho vindo de quem tem se colocado contra os interesses do povo, tentando aprovar a PEC da Bandidagem, a anistia para Bolsonaro e os demais golpistas e depois a redução de penas para este grupo de condenados pelo STF, se negando a aprovar pautas dos trabalhadores, como o fim da escala 6X1 e por meses a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.

As ausências coincidem com a expectativa de o presidente Lula vetar o projeto, aprovado pelo Congresso, que anistia os participantes da tentativa de golpe de 8 de janeiro. Vale a pena lembrar que o Congresso Nacional foi o primeiro prédio a ser atacado em 8 de janeiro de 2023. Só na Câmara dos Deputados, mais de 400 computadores foram destruídos, além de televisores, telefones, móveis e obras de arte.

Levantamento da Polícia Federal e de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais identificou 186 peças de arte danificadas nos ataques, parte delas localizadas na Câmara e no Senado. Somados os danos ao Congresso, ao STF e ao Palácio do Planalto, o valor das obras afetadas chega a R$ 20 milhões, e o prejuízo material estimado é de R$ 12 milhões.

 

 

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