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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio
Superando todas as expectativas iniciais do mercado, a economia brasileira cresceu 0,9% no terceiro trimestre de 2024, na comparação com o segundo trimestre. Os números oficiais são do IBGE. (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A alta do período chegou a 4%.
Na comparação com o resto do mundo, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil se iguala ao da China no período e só fica atrás de Indonésia e México entre os países do G20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo).
Acumulado do ano
Já no acumulado do ano todo, o crescimento da China supera o do Brasil.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o país asiático vá crescer 4,8% em 2024. Já o Brasil deve ter um incremento de 3% no PIB.
O crescimento da economia brasileira em julho, agosto e setembro foi puxado especialmente pelo setor de serviços (alta de 0,9%), seguido da indústria (alta de 0,6%).
Consumo das famílias
O motivo da boa notícia está no consumo das famílias, que registrou alta de 1,3% no segundo trimestre ante os primeiros três primeiros meses do ano.
O consumo das famílias brasileiras em 2024 deverá injetar pelo menos R$ 7,3 trilhões na economia brasileira. O montante deverá representar um crescimento de 2,5% em relação a 2023.
Os números são de uma pesquisa da IPC Maps.
Reação do mercado
O mercado, que de "livre" não tem nada, não deu bola para o bom desempenho da economia brasileira.
O dólar disparou e não parou de subir, chegando na tarde desta quarta-feira (3) a R$6,07, um recorde histórico.
O motivo seria o anúncio do pacote de equilíbrio fiscal anunciado pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mesmo prometendo uma economia de R$70 bilhões em dois anos.
Mercado quer mais cortes
Mas os bancos e os grandes especuladores parecem não ter se contentado com o pacote e queriam mais sacrifício dos trabalhadores mais pobres, como uma nova reforma da Previdência, elevando ainda mais a idade mínima, medida dura cobrada por banqueiros e grandes empresários. Aideia já foi rechaçada pelo presidente Lula.
No pacote anunciado já há uma redução na regra de cálculo do salário mínimo e maior restrição para o pagamento do PIS/Pasep. Mas os super-ricos querem ainda mais sacrifício do povo.
Outro fator que incomodou as classes dominantes é a intenção do governo de tributar os super-ricos e uma alíquota maior do Imposto de Renda para quem ganha mais de R$50 mil por mês,que afetará um índice insignificante da população.
A equipe econômica do governo, que ampliou a isenção do Imposto do Renda para quem ganha até R$5 mil por mês, promessa de campanha de Lula, aposta no aquecimento da economia con a retomada do poder de compra das famílias e do consumo para a União, estados e município arrecadarem msis e o Brasil alcançar o equilíbrio fiscal.
Bancos: mais juros?
O mercado não apenas promoveu um ataque especulativo com a alta do dólar, mas também defendeu, às pressas, uma elevação ainda maior dos juros, não bastando o fato de o Brasil ter um dos maiores juros reais do mundo.
A reação cambial e a ânsia por juros ainda maiores confirma a tese de economistas progressistas de que, no atual modelo econômico controlado pelo sistema financeiro e sua lógica rentista, o Brasil estaria proibido de ter um desenvolvimento sustentável.
E o presidente Lula se contorce para ampliar o poder de compra dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, acalmar o mercado, tarefa complexa e difícil.
Apesar da simplificação, vale a máxima defendida por alguns setores progressistas da política e da economia: o mercado que tome maracujina. Afinal, o Brasil precisa crescer, gerar empregos e renda.
Muitos são os desafios, maa o Brasil está se recuperando da crise. E está mais do que evidente de que políticas eeconômics recessivas de arrocho aos salários não ffunciona. Que o digam a Argentina de hoje e o Brasil de ontem.