Segunda, 06 Novembro 2023 20:40

O Sindicato está junto com você em defesa do Saúde Caixa

 Protesto nacional em defesa do Saúde Caixa, realizado no último dia 30 de outubro. No Rio, a manifestação uniu empregados da ativa e aposentados no prédio do Passeio Corporate, na Cinelândia Protesto nacional em defesa do Saúde Caixa, realizado no último dia 30 de outubro. No Rio, a manifestação uniu empregados da ativa e aposentados no prédio do Passeio Corporate, na Cinelândia

Na mesa de negociação da quarta-feira passada (1/11), a direção da Caixa Econômica Federal deu uma sinalização positiva na reunião com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), após pressão dos empregados e do movimento sindical, em duas atividades nacionais realizadas em outubro deste ano. O banco aceitou assumir os custos de pessoal do Saúde Caixa em 2023, além da utilização das reservas técnica e de contingência. A proposta da CEE era a de que o banco se responsabilizasse, também, pelos custos administrativos, mas a Caixa não concordou alegando “limitação estatutária”.

Demandas urgentes

Rogério Campanate, diretor do Sindicato do Rio e representante da CEE-Caixa, considera que houve um avanço alcançado devido à pressão das mobilizações, principalmente o protesto nacional da última segunda-feira, dia 30 de outubro. Rogério lembrou, no entanto, que, ainda assim, há projeção de déficit. Os trabalhadores da Caixa e o movimento sindical querem avançar mais e alegam que há questões urgentes que precisam ser atendidas pela empresa.
“O mais urgente é zerarmos o déficit referente ao ano de 2023, que geraria cobranças adicionais em 2024. Estamos negociando para que a Caixa utilize as reservas técnica e de contingência e assuma também os custos de pessoal dos anos de 2021, 2022 e 2023. Percebemos uma sinalização positiva nesse sentido na última mesa de negociação. Resta o debate do déficit projetado para 2024, cujas simulações a empresa ficou de apresentar na próxima mesa”, explicou Campanate.
A nova reunião entre os representantes do banco e a CEE-Caixa acontece nesta quinta-feira (9). A Caixa deverá apresentar diversas simulações solicitadas pela CEE, garantindo a manutenção dos princípios do plano e a viabilidade de pagamento para todos os participantes.

Correndo contra o tempo

O que mais tem afligido os bancários da Caixa é que o atual acordo coletivo do plano vence em 31 de dezembro próximo. A empresa projeta déficit de R$ 422 milhões que, repassados aos titulares em razão da Caixa ter atingido o teto estatutário de 6,5% da folha de pagamentos, resultaria na cobrança de 4,5 mensalidades a mais em 2024 para cobrir o déficit de 2023.

Mobilização continua

Os bancários querem que a empresa derrube o teto, criado no governo Michel Temer (MDB), que torna o Saúde Caixa inviável para os participantes, pois com a alta dos chamados “custos médicos”, os valores vão se tornar impagáveis para os empregados. Os sindicatos têm uma luta histórica para que a empresa volte a custear 70% dos custos do plano e os trabalhadores arquem com 30%, como era antes do governo Temer criar o teto.
“A pressão e mobilização dos empregados precisam continuar até que a Caixa garanta uma solução que atenda aos empregados. Lutamos para manter os princípios do plano e a viabilidade de pagamento para todos os participantes”, destacou o presidente do Sindicato do Rio José Ferreira.

Mídia