Quinta, 04 Novembro 2021 17:48

Lucro do Itaú cresce 50% no 3º trimestre e banco demite em massa

Fechamento de agências e dispensas de funcionários fazem engordar ganhos do maior banco privado do país
A diretora do Sindicato do Rio Maria Izabel (E) disse que o Itaú faz seus lucros crescerem à custa de fechamento de agências e demissões de bancários A diretora do Sindicato do Rio Maria Izabel (E) disse que o Itaú faz seus lucros crescerem à custa de fechamento de agências e demissões de bancários

Carlos Vasconcellos

Imprensa SeebRio

 

A crise econômica aprofundada pela pandemia da Covid-19 e pela política econômica recessiva do ministro da Economia Paulo Guedes levou muitas indústrias e estabelecimentos comerciais a fecharem as postas, levando milhares de trabalhadores ao desemprego. Não é o caso do sistema financeiro, o mais lucrativo do país, que continua batendo recordes de lucro mesmo na mais grave crise sanitária dos últimos 100 anos.

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 6,779 bilhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 50% na comparação com o mesmo período de 2020 e 3,6% frente ao segundo trimestre. Os números superaram, inclusive, as expectativas do mercado.

Fechamento de agências

Apesar de acumular tanto dinheiro, o banco, como os demais do setor privado (Bradesco, Santander e Mercantil) demitem bancários em massa. Foram fechadas 92 agências físicas (3.035, no total) no Brasil e abertas sete unidades digitais (202). O Itaú também demitiu milhares de funcionários na pandemia, descumprindo o acordo dos bancos com a categoria, o que levou o Sindicato do Rio a reintegrar vários bancários com ações na Justiça Trabalhista.

Em setembro de 2021, a holding apresentou um aparente crescimento no saldo dos postos de trabalho, contando com 82.195 empregados, abrindo 1.923 novos empregos em doze meses e 1.996 no trimestre. Mero engano: o saldo positivo se deve às contratações de funcionparios da área de TI (Tecnologia da Informação) e não bancários, trabalhadores com salários menores e sem os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. 

“Cresceu o lucro do Itaú fechando agências e demitindo bancários, ou seja, o banco reduz despesas as custas do sofrimento das famílias lançadas ao desemprego. É uma covardia o que os bancos estão fazendo com a categoria”, afirma a diretora do Sindicato do Rio e membro da COE (Comissão de Organização dos Empregados), Maria Izabel.

 

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