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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
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Imprensa SeebRio
Diretores do Sindicato fizeram um protesto nesta quarta-feira (26/11) em Madureira, contra a decisão do Itaú de impedir os clientes de ir diretamente ao guichê dos caixas realizar operações bancárias, sendo direcionados à mesa de atendimento gerencial. Como parte da manifestação, foram distribuídos panfletos orientando os usuários do banco sobre seus direitos e fornecendo os contatos do setor de reclamações do Banco Central (145) e do Procon (150), aos quais devem ser relatadas as denúncias para que providências sejam tomadas.
“Vamos continuar pressionando para que seja revista esta decisão que está sendo adotada, e que desrespeita os clientes, que passam a esperar mais tempo em filas no atendimento, ao passo que se fossem diretamente aos caixas, resolveriam em muito menos tempo”, afirmou a diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e integrante da Comissão de Organização dos Empregados (COE), Maria Izabel Menezes.
A dirigente cobrou do banco que revertesse a decisão, na última negociação. Recebeu como resposta que a mudança está sendo testada em várias unidades para ver qual o resultado, e que o direcionamento “está sendo bom para os negócios”.
“Pode ser um bom negócio para o Itaú, mas prejudica os clientes, sendo consequência do fechamento de agências e da redução de pessoal. É uma prática que vai contra o direito dos correntistas e usuários que querem ser atendidos prontamente. E isso não está acontecendo”, afirmou.
O diretor da Secretaria de Saúde do Sindicato, Edelson Figueiredo, também criticou o Itaú durante a manifestação. “O banco desvia os atendimentos aos caixas humanos para o atendimento gerencial, a fim de tentar burlar a Lei Antifilas", explicou o dirigente.
Segundo apurou o Sindicato, a mudança vem sendo feita, também, para atenuar a sobrecarga de trabalho nas agências que passaram a acumular o serviço de outas que foram fechadas e os bancários demitidos. Em muitas delas, os funcionários adoeceram em função do trabalho triplicado, entrando de licença para tratamento de saúde.