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Octacílio Ramalho no Encontro Estadual dos Empregados da Caixa: legado de luta em defesa da classe trabalhadora e dos bancos públicos
Foto: Nando Neves
Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio
O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro presta condolências aos familiares e amigos do saudoso bancário da Caixa Econômica Federal e ex-dirigente sindical, Octacílio Ramalho, que faleceu na madrugada desta quarta-feira, 22 de abril.
Militante e sindicalista aguerrido, Octacílio sempre lutou pelos direitos dos empregados e empregadas da Caixa e de toda a classe trabalhadora, bem como em defesa do papel social dos bancos públicos.
"Octacílio foi um militante político e sindical. Nascido no Rio de Janeiro, durante algum tempo trabalhou e desenvolveu sua militância no Estado do Espírito Santo e ao ser transferido para o Rio de Janeiro se sindicalizou em novembro de 1996, tendo sido um militante aguerrido cujas marcas eram a cultura, a leitura, a boa oratória e a capacidade de argumentação, tendo como via de regra o cuidado no trato mesmo com aqueles com quem divergia", disse o presidente do Sindicato do Rio José Ferreira.
"Por sua militância se tornou diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e também Conselheiro Deliberativo da PREVHAB, fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal oriundos do BNH. E mesmo após a aposentadoria, com sua mudança para o interior do Estado do Rio de Janeiro, não deixou de participar dos debates e mobilizações mais importantes que envolveram os empregados e ex-empregados da Caixa, inclusive no período em que enfrentou a batalha pela saúde e pela vida. Sua militância e sua história merecem permanecer em nossa memória fazendo ecoar em nós a palavra de ordem 'Octacílio, presente', e sempre", acrescentou Ferreira.
Velório na quinta (23)
O Velório será nesta quinta-feira (23), das 9h ao meio-dia, no Memorial do Carmo, no bairro do Caju (Rua Monsenhor Manuel Gomes, 287).
A trajetória de luta
Octacílio trabalhou toda a sua vida como bancário: começou a carreira profissional no extinto BNH, onde foi eleito conselheiro do fundo de pensão e depois trabalhou na Caixa Econômica Federal, onde encerrou sua carreira.
Participou da direção do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, onde se destacou como uma importante liderança na base da empresa. Foi ainda membro da Executiva dos Empregados da Caixa no difícil período do governo de FHC. Graças a luta dos empregados e empregadas e sindicatos da qual participou, a privatização dos bancos públicos foi barrada pelos trabalhadores.
Fundador do PSTU e da CSP-Conlutas, sempre foi trotskista, e lutou pela democracia operária.
Deixa a esposa Rogéria, dois filhos e seu irmão João Ramalho, além de muitos companheiros e companheiras que o conheceram e aprenderam a admirá-lo. .
Sua ausência fará falta ao movimento sindical, mas seu legado de lutas permanece para sempre.
"A morte do Octacílio é uma grande perda. Ele estava aposentado na Caixa, mas não das lutas por seu compromisso com as transformações sociais que nossa sociedade precisa para derrubar este sistema capitalista explorador e opressor", disse o ex-presidente do Sindicato, Cyro Garcia.
"Octacílio foi uma importante liderança sindical nas lutas dos empregados da Caixa e da categoria, como diretor do Sindicato e representante da Funcef. Fundamos juntos o PSTU em 1994, partido pelo qual ele foi candidato a prefeito do Rio de Janeiro em 2004. Se caracterizou por sua combatividade na luta pela categoria e pela independência política. Em cada luta que travarmos pela classe trabalhadora estará presente a memória do Octacílio em nossas mentes e corações contra o capitalismo e na construção do socialismo. Octacílio: presente, sempre!", completou Cyro.