Segunda, 21 Março 2022 21:54

Funcionários do Bradesco adoecem com assédio e metas cada vez mais desumanas

Sérgio Menezes e Geraldo Ferraz. O Sindicato não descarta paralisações  nas agências do Bradesco onde estão sendo feitas denúncias  de assédio moral e pressão por metas abusivas Sérgio Menezes e Geraldo Ferraz. O Sindicato não descarta paralisações nas agências do Bradesco onde estão sendo feitas denúncias de assédio moral e pressão por metas abusivas

A situação no Bradesco tornou-se insuportável. Com o fechamento de 1.088 agências em todo o país e a demissão de pelo menos 8.547 trabalhadores, os bancários que continuam nas demais unidades e os que foram realocados estão sofrendo com pesado assédio moral e a pressão por metas cada vez mais desumanas. No Rio, o Sindicato tem recebido seguidas denúncias.
“Como se não bastasse a crueldade de demitir milhares de trabalhadores, lançando famílias inteiras à própria sorte, os funcionários que permaneceram estão tendo que absorver as metas de todos os empregados que foram dispensados, gerando uma sobrecarga de trabalho e uma pressão como nunca houve no banco. Se o Bradesco não cessar com estes abusos e exploração vamos avaliar a possibilidade de paralisações nas unidades onde estamos recebendo as denúncias”, disse o diretor do Sindicato Leuver Luldoff, representante da COE (Comissão de Organização dos Empregados).

Bancários doentes

A pressão por metas está adoecendo ainda mais os bancários. O diretor do Sindicato, Geraldo Ferraz, também criticou a postura desumana do banco. “Os gestores estão usando de ameaças e de assédio moral para atingir as metas absurdas. O banco está adoecendo seus funcionários e nós não vamos tolerar esta violência psicológica contra a categoria”. Vamos dar uma resposta dura se o segundo banco mais lucrativo do país não der um basta nestas práticas”, ressalta.
O sindicalista lembra que o lucro do Bradesco foi de R$26,2 bilhões em 2021, em plena crise da pandemia da Covid-19, período em que quebraram indústrias e estabelecimentos comerciais.
“Esta é a contrapartida que o banco dá aos seus funcionários, que trabalham duro para garantir alguns dos maiores lucros entre todos os setores da economia brasileira, com demissão, assédio e pressão?”, questiona Geraldo.

Denuncie ao Sindicato

Os clientes também sofrem com a redução de funcionários para o atendimento, aumentando as filas e aglomerações. Os bancários devem denunciar os abusos ligando para 2103-4121 ou 2103-4124, pelo email [email protected]áriosrio.org.br ou ainda pelo nosso Chat, no site do Sindicato: www.bancariosrio.org.br.
“O bancário não tem o que temer. Todas as denúncias são mantidas em anonimato e a segurança é total. O silêncio é a maior arma do assediador”, conclui Leuver.

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