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Rita Mota: "O Sindicato está avaliando os detalhes desta reestruturação, que não pode causar perda de remuneração, nem deslocamentos em prejuízo do funcionalismo". Foto: Nando Neves.
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Imprensa SeebRio
O Banco do Brasil anunciou, nesta terça (27/1) um processo de reestruturação na rede de agências sem, no entanto, garantir, efetivamente, quais impactos serão gerados aos funcionários. “Pode ser que tenha havido alguma falha na comunicação. Mas o fato é que o anúncio gerou confusão e perplexidade. O Sindicato está avaliando os detalhes desta reestruturação, que não pode causar perda de remuneração, nem deslocamentos em prejuízo do funcionalismo”, advertiu a diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro Rita Mota.
Em reunião com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), na terça-feira (27/1) os representantes do BB anunciaram como parte do que estão chamando de ‘reorganização da rede de atendimento”, a criação de 1.100 novas funções comissionadas. O foco seria o fortalecimento do atendimento consultivo e especializado aos clientes. A entidade de representação nacional dos bancários reforçou a necessidade de garantir transparência, respeito aos trabalhadores e oportunidades reais de ascensão profissional.
Para o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr., é fundamental que qualquer processo de reorganização venha acompanhado de garantias aos funcionários. “O banco apresentou um movimento amplo, que envolve criação de funções, realocação de equipes e mudanças no modelo de atendimento. Nosso papel é acompanhar de perto para assegurar que essas transformações não gerem prejuízos aos trabalhadores, que haja oportunidades suficientes no próprio município e que os critérios sejam claros e justos”, destacou.
O que diz o banco – Segundo os representantes do BB, a “reorganização” faz parte de uma estratégia para “adequar o modelo de atendimento às transformações do mercado financeiro” e ao “novo comportamento dos clientes”, que demandam, ao mesmo tempo, mais especialização presencial em segmentos estratégicos e agilidade nos canais digitais — hoje responsáveis por cerca de 94% das transações realizadas no BB.
De acordo com os representantes do banco, após estudo de dimensionamento das equipes em todo o país, serão criadas mais de 1.100 funções comissionadas em localidades estratégicas e em segmentos com alto potencial de crescimento. Entre as mudanças está o acionamento de Especialistas em Atendimento e Negócios em cerca de 700 Lojas BB que não contam com gerência média, garantindo que 100% das unidades passem a ter ao menos dois comissionados.
Além disso, 15 unidades de negócios serão transformadas em rede especializada, com abertura de novos pontos estratégicos e movimentação de equipes para melhor atender demandas futuras.
O banco informou que as movimentações considerarão o fluxo de atendimento presencial e a demanda por especialização em cada localidade. Segundo a instituição, haverá oportunidades suficientes de lateralidade ou ascensão no mesmo município para os comissionados que eventualmente fiquem em excesso em unidades com ajustes de quadro.
Para Gustavo Tabatinga Jr., esse compromisso precisa ser efetivamente cumprido. “É essencial que o discurso de valorização das pessoas se concretize na prática. Estamos atentos para que ninguém seja penalizado, para que as movimentações ocorram com diálogo e para que os trabalhadores tenham condições reais de escolher os caminhos que façam sentido para sua carreira”, afirmou.
Ainda segundo os represtantes do BB, as principais áreas que receberão reforço de pessoal incluem:
Gestão do cliente investidor (PF, PJ, High Estilo e Geinv);
Private Investidor e Megaprodutor;
Expansão de Carteiras Agro e Agro Assistido;
Carteira Digital Setor Público;
Agência Digital PJ;
Gerag e Gcash Atacado.