Quarta, 20 Setembro 2017 00:00

Extinção de agências do Banco do Brasil no exterior causa estranheza e indignação

Até o momento, não há uma explicação racional para a extinção das agências do Banco do Brasil no exterior, o que causou reações indignadas nas lideranças sindicais ligadas ao banco, especialmente por causa das demissões de trabalhadores em países que já convivem com crises de emprego, como Portugal e França.
Primeiro foi em Portugal, onde o banco instruiu os funcionários, despedidos coletivamente, a dizerem para os clientes da carteira de varejo que o BB não quer mais essa operação no país. Os clientes foram transferidos compulsoriamente para o Banco CCT. Em seguida foi a vez de Paris. Na capital francesa, o BB passou a recusar a abertura de novas contas e também instruiu os clientes a transferirem seu dinheiro para outros bancos.
Em nível de boato, a informação dentro do banco, aqui no Brasil, é de que a instituição vai fechar todas suas agências no exterior, ficando apenas as de Nova Iorque e Tóquio.
Silêncio em Brasília
Indagado sobre o assunto, o palácio do Planalto, em Brasília, não soube informar se Temer autorizou ou pelo menos sabia do fechamento das unidades. Segundo a coluna de Ancelmo Góis (O Globo), a Secretaria de Comunicação do governo esquivou-se mandando procurar o banco.
Diversas perguntas ficam no ar: por que fechar agências lucrativas? A que preço foram vendidas as contas da carteira de clientes? Por que não houve aproveitamento de funcionários, em vez de despedi-los, se serviços empresariais forram transferidos para outro setor?
Em Lisboa, o Sindicato Nacional de Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) protestou contra as demissões coletivas perante representante do banco. No Brasil, o fechamento das unidades do Banco do Brasil soa como um desprestígio ao próprio Estado brasileiro. Sugere uma atitude burra ou que se esgueira para o crime de lesa pátria.

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