Segunda, 06 Janeiro 2020 20:37

Será dia 13 o ato em defesa da Caixa. Banco completa 159 anos

Vice-presidente do Sindicato, Paulo Matileti: é hora de  ampliar a luta em defesa da Caixa 100% pública Vice-presidente do Sindicato, Paulo Matileti: é hora de ampliar a luta em defesa da Caixa 100% pública

Para comemorar os 159 anos da Caixa Econômica Federal e defender a sua continuidade como banco público o Sindicato convoca todos para um ato público, no próximo dia 13, uma segunda-feira, às 11 horas. A manifestação será em frente ao prédio do Barrosão. A CEF foi criada no dia 12. Mas como este mês a data cai num domingo, o ato será no dia seguinte.
“A oportunidade também servirá para defender a manutenção da Caixa como banco 100% público e demonstrar a irresponsabilidade contida na tentativa de fatiamento da empresa com a venda de ativos financeiros do banco que são altamente lucrativos, como as áreas de cartões, seguros, administração de recursos de terceiros, dentre outros”, afirmou o vice-presidente do Sindicato Paulo Matileti. “A luta dos empregados manteve a Caixa 100% pública até aqui, e é somente com o fortalecimento desta luta que ela permanecerá assim”, ressalta Rogério Campanate, diretor do Sindicato.
Resistir à privatização
Foram muitos os desafios superados ao longo desses mais de um século e meio, assim como são muitos e diversos os desafios a enfrentar neste momento e os que já se anunciam para o próximo período. “O que mudou foi a concentração de ataques em um curto espaço de tempo, e o que não pode mudar é a capacidade de resistência e a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras da CEF que se constituem como os trabalhadores mais organizados dentre todas as empresas públicas”, na percepção de Maria Rita Serrano, conselheira eleita para o Conselho de Administração da Caixa.
A proibição de que empregados do banco pudessem se sindicalizar propiciou o surgimento de diversas associações de empregados que cumpriam o papel de representá-los. Esta realidade só mudou a partir da greve histórica de 1985, que mobilizou a categoria pelo direito à sindicalização e à jornada de 6 horas.