EXPEDIENTE DO SITE
Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio
Os movimentos sociais e o movimento sindical organizam neste domingo, 8 de março, uma grande manifestação pelo Dia Internacional da Mulher. A concentração será às 10 horas, no Posto 3, na orla de Copacabana.
Cresce o feminicídio
Na pauta da atividade está o protesto contra o aumento do feminicídio no Brasil. Apesar de avanços como a Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e de ações de proteção contra a violência doméstica e o assédio sexual no trabalho, o país ainda registra altos índices de assassinatos de mulheres pelo simples fato de serem mulheres. O ano de 2025 consolidou o maior número de feminicídios desde a tipificação do crime, em 2015, com cerca de 1.470 ocorrências — média de quatro mulheres assassinadas por dia. Em 2024 foram registrados 1.450 casos (12 a mais que em 2023), e 2025 superou essa marca.
Dados parciais de janeiro de 2026 apontam, por exemplo, aumento de 6,7% nos feminicídios no estado de São Paulo em comparação com o mesmo período de 2025. Em dez anos, houve elevação expressiva de cerca de 300% nos casos em todo o país. “É inaceitável, em pleno século XXI, que mulheres sejam assassinadas por serem mulheres. Queremos também a aprovação da escala 6x1 pelo Congresso Nacional, proposta já defendida pelo presidente Lula. As mulheres são as que mais sofrem com essa exploração no trabalho, pois acumulam dupla ou tripla jornada. Convocamos as bancárias, mas também os bancários para esta luta pela igualdade de oportunidades e contra a discriminação”, afirma a vice-presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Kátia Branco.
Negociações com os bancos
Em Brasília, o presidente do Sindicato, José Ferreira, participou da mesa de negociação do Comando Nacional da categoria com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) sobre Igualdade da Mulher Bancária e Igualdade de Oportunidades (confira aqui no site).
Escala 6x1 e democracia
Além dos direitos das mulheres, os participantes vão defender a aprovação da escala 6x1 e protestar contra os ataques do presidente dos EUA, Donald Trump, à Venezuela e ao Irã, bem como contra o embargo econômico a Cuba.
Homenagem a Marielle
Haverá ainda homenagens à vereadora Marielle Franco e a celebração pela condenação, no Supremo Tribunal Federal, dos autores e mandantes do crime contra a parlamentar do PSOL e seu motorista Anderson Gomes. Os irmãos Brazão foram condenados a mais de 76 anos de prisão pelo assassinato.