Segunda, 02 Março 2026 20:56
CÂMARA DOS DEPUTADOS

Sindicato participa de audiência pública em defesa de direitos dos funcionários do BB

Alexandre Batista (E), Eduardo Bulhões e o presidente do Sindicato José Ferreira (ao fundo) na audiência pública da Câmara dos Deputados, em Brasília: luta pelos direitos dos funcionários do BB Alexandre Batista (E), Eduardo Bulhões e o presidente do Sindicato José Ferreira (ao fundo) na audiência pública da Câmara dos Deputados, em Brasília: luta pelos direitos dos funcionários do BB Foto: Divulgação

 

Carlos Vasconcellos

Imprensa SeebRio

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro participou, na última segunda-feira (2), de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para debater os ataques da direção do Banco do Brasil contra funcionários e funcionárias da empresa. “É importantíssimo que as entidades permaneçam vigilantes para impedir o rolo compressor implementado por essas medidas que cortam vagas, fecham agências, aumentam metas e desrespeitam os trabalhadores”, afirmou o diretor de Bancos Públicos do Sindicato do Rio, membro da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários) e representante da base da Federa-RJ na audiência, Alexandre Batista.

“Há uma lógica discriminatória, inclusive contra PCDs, presente nessas reformulações que a direção do BB promove. Elas trazem sofrimento e afetam as demais dimensões da vida além do trabalho”, acrescentou Alexandre.

Ausência do banco

Mais uma vez, a direção do BB não compareceu a uma audiência para discutir os problemas enfrentados pelo funcionalismo — fato que recebeu críticas da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) logo na abertura do evento. “É vergonhosa a postura do banco, quando mais uma vez envia notificação da impossibilidade de participar da audiência”, criticou a parlamentar.

Pesquisa confirma adoecimento

A professora Ana Magnólia, do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), apresentou resultados de pesquisas que confirmam as mazelas causadas ao funcionalismo por ferramentas tecnológicas implementadas que criam uma “vigilância absoluta, sensação de viver no limite e adoecimento em grande escala”. Os funcionários se queixam de elevação da jornada, exploração e adoecimento.

Investigação no MPT

Carolina Mercante, representante do Ministério do Trabalho, informou que já recebeu várias denúncias e que o órgão está solicitando esclarecimentos ao banco. O Ministério Público do Trabalho está investigando o caso.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, fez duras críticas ao programa Performa, mais conhecido entre os funcionários como “Deforma”, que impõe um modelo sem diálogo, com pessoas em funções iguais e remunerações diferentes, produzindo distinção e discriminação, dividindo os trabalhadores e criando uma competitividade adoecedora.

O presidente do Sindicato carioca, José Ferreira, também falou da importância da audiência para a luta dos trabalhadores do BB. “Desejamos e vamos continuar a lutar para que um dos efeitos dessa audiência pública seja mudar essa rotina de assédio e medo produzida pela direção do Banco do Brasil”, afirmou.

Mídia