Terça, 10 Fevereiro 2026 14:21
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Sindicato protesta contra fechamento de agências e demissões no Bradesco

Dirigentes sindicais denunciam assédio moral e adoecimento de funcionários em atividade na Barra da Tijuca
O Sindicato do Rio protesta contra a extinção de agências físicas no Bradesco e defende o direito dos clientes ao atendimento presencial O Sindicato do Rio protesta contra a extinção de agências físicas no Bradesco e defende o direito dos clientes ao atendimento presencial Foto: Nando Neves

 

Carlos Vasconcellos
Imprensa SeebRio

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro realizou na terça-feira (10) mais um protesto contra o fechamento de agências, as demissões e o crescimento da prática de assédio moral no Bradesco. Desta vez, a atividade ocorreu na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, na agência 1075, localizada na Avenida Ministro Ivan Lins, 300.

Dispensas não param

O Bradesco é o segundo banco privado mais lucrativo do Brasil. Em 2025, a instituição registrou lucro de R$ 24,6 bilhões, alta de 26,1%, ficando atrás apenas do Itaú, que, no mesmo período, obteve lucro líquido de R$ 46,8 bilhões, crescimento de 13,1% em 12 meses.

Apesar do aumento dos lucros, garantido pelo trabalho dos funcionários, o banco mantém a política de demissões. Somente no ano passado, 2.092 trabalhadores foram dispensados em todo o país, sendo 351 na cidade do Rio de Janeiro. “Com tantas demissões, o que sobra é mais sobrecarga de trabalho e assédio moral para cumprir metas. O Sindicato vai intensificar os protestos, denunciando o descaso do Bradesco com os usuários que são desrespeitados e com os funcionários, que estão sobrecarregados”, destacou o diretor do Sindicato e representante da COE (Comissão de Organização dos Empregados), Leuver Ludolff.

Desrespeito à jornada

Além de dispensar trabalhadores, extinguir agências físicas e contribuir para o adoecimento dos bancários, o Bradesco desrespeita a jornada de seis horas, uma conquista histórica da categoria. “Há denúncias de que a regional Rio Oeste obriga os funcionários a permanecerem após o expediente para cumprir metas praticamente inatingíveis. No último dia 30 de janeiro, por exemplo, empregados ficaram após às 20 horas por causa de uma campanha de venda de consórcio. É um total desrespeito, com exploração e ameaças aos bancários. Estamos acompanhando de perto e cobrando do Bradesco que essas práticas sejam abolidas”, afirmou o diretor do Sindicato, Geraldo Ferraz.

“Pedimos que os bancários e bancárias denunciem qualquer abuso ou irregularidade ao Sindicato para que possamos tomar as devidas providências”, disse o diretor da entidade e secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, que também participou da atividade.

Denuncie ao Sindicato

Por problemas técnicos da operadora Vivo, o telefone de emergência para denúncias é temporariamente o (21) 3082-3932. Após retomar à normalidade, os bancários poderão ligar para (21) 2103-4124 (Bancos Privados) e (21) 2103-4122 ou 2103-4123 no caso de bancos públicos. 

 

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