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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
Na foto, representantes do governo brasileiro apresentam resultados da COP-30. Foto cedida pela organização do evento.
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Imprensa SeebRio
O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e a Federação das Bancárias e Bancários do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), participaram em 30 de janeiro, de uma reunião – que reuniu representantes de diversas entidades do movimento social brasileiro – de avaliação da Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente, a COP -30. A COP aconteceu em Belém do Pará, em novembro, com participantes de governos de vários países.
O encontro foi uma iniciativa de quem esteve na COP e nas atividades da Cúpula dos Povos, realizada em paralelo à COP. Foram feitas, ainda, avaliações e propostas de atividades na cidade, principalmente na semana do meio ambiente além de atividades de formação e conscientização. Para a secretária de Meio Ambiente do Sindicato Cida Cruz esse encontro foi importante para organizar as lutas desse ano e. Lembrou que as eleições são um importante momento para apresentar o debate na sociedade. Além de Cida estiveram o também diretor do Sindicato, Marcelo Rodrigues e o diretor da Secretaria de Meio Ambiente da Federa-RHJ, Jacy Menezes.
Na avaliação de Jacy, os grandes capitalistas e suas visões de obtenção de lucro acima de tudo e todos jamais conseguirão resolver os problemas criados por eles, cabendo aos trabalhadores e ao movimento social cobrar as mudanças que o meio ambiente necessita. “As catástrofes não atingem os grandes ricos, pois com suas fortunas conseguem facilmente se livrar dos efeitos das tragédias. A Cúpula dos Povos, realizada durante a COP 30, foi importante buscar furar o bloqueio dos paliativos da classe dominante. A barbárie tem alvo e são os mais empobrecidos das periferias e favelas. Os maiores poluidores (grandes empresas e nações com superprodução e lucro pelo lucro) precisam pagar a conta desta crise”, afirmou.
Cida avaliou que a COP-30 se encerrou em 21 de novembro trazendo a discussão se foi um sucesso ou um fracasso. Fracasso por não avançar nos acordos de redução das emissões de gases de efeito estufa, para manter em 1,5°C o aquecimento global, principal ameaça hoje ao meio ambiente e também por não avançar nas NDC’s (Contribuiã Nacionalmente Determinada, feita) emissões acordadas pelos países. “Mas, em Belém, se manteve a menção aos combustíveis fósseis no acordo. O Brasil apresentou a proposta de um roteiro (roadmap) para eliminação gradual do uso de combustíveis fósseis, apelidado de mapa do caminho e que teve a adesão de 82 países”, relatou.
Ressaltou que ao ciar o mapa do caminho para deter o desmatamento, presidente da COP, o brasileiro André Correa do lago, criou um desafio para a próxima COP. “A próxima COP será na Turquia com presidência australiana, será um desafio para o avanço dos debates. Outro ponto positivo da COP 30 foi que pela primeira vez se estabeleceu um painel científico (o Pavilhão de Ciências Planetárias) que mostrou a profundidade dos riscos que o planeta enfrenta. O Brasil continuará liderando a COP por mais 11 meses e a missão da CPO-31 será transformar os debates da 30 em ação concreta”, avaliou.