Quinta, 29 Janeiro 2026 17:07

Sindicato faz ato denunciando Itaú por não negociar um plano de saúde digno para seus aposentados

Manifestantes denunciam aos clientes e à população negativa do Itaú em conceder plano digno aos aposentados. Foto: Nando Neves. Manifestantes denunciam aos clientes e à população negativa do Itaú em conceder plano digno aos aposentados. Foto: Nando Neves.

Olyntho Contente

Imprensa SeebRio

Diretores e ex-diretores do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro participaram na manhã desta quinta-feira (29/1) de um ato público para cobrar do Itaú a garantia aos aposentados – que durante boa parte da sua vida trabalharam para tornar o banco o maior da América Latina – de um plano de saúde possível de ser pago. Mesmo com a expectativa de analistas do mercado de que o lucro do Itaú tenha sido de obscenos R$ 46 bilhões em 2025 (o resultado será conhecido este mês), o banco continua triplicando o valor cobrado aos bancários que se aposentam para continuar tendo direito ao plano de saúde, o que, na prática, os obriga a abrir mão do serviço.

Durante a manifestação o diretor do Sindicato, Renato Higino, denunciou a postura como de pura ganância. “Não há cabimento cobrar de 3 a 4 mil reais por pessoa participante do plano. Pela lei, o aposentado tem direito a manter o serviço, desde que pague também a parte do empregador. Só que o banco não divulga a quantia quando a pessoa está na ativa e passa a cobrar um valor exorbitante quando da aposentadoria, o que faz com que o bancário ou bancária, não tenha condições de manter o plano”, denunciou o dirigente.

Atos também na Bahia e São Paulo – Houve manifestações com as mesmas reivindicações em São Paulo e em Salvador (BA). O protesto do Rio de Janeiro foi em frente à agência Sete de Setembro do Itaú.

De lá, os manifestantes seguiram em passeata até a sede do Ministério Público, na Rua Nilo Peçanha. O diretor do Sindicato, Geraldo Ferraz, também condenou a postura do banco.

“É desumano deixar pessoas que trabalharam quase a vida toda e que chegando na aposentadoria, quando deveriam ser valorizados e protegidos, são impedidos de manter o plano, exatamente nesta fase da vida em que mais precisam”, criticou. Ressaltou que nada justifica este comportamento.

“A única justificativa seria a ganância de economizar com vidas humanas. Mas para quê, se as estimativas de analistas do mercado apontam para um lucro astronômico e recorde obtido em 2025, e que será conhecido com a divulgação do balanço anual este mês?”, disse.  

Mídia