Segunda, 09 Setembro 2019 21:48

Nesta quarta-feira é Dia Nacional de Luta pelo Saúde-Caixa para todos

Empregados vão protestar contra gestão de Pedro Guimarães, que é danosa aos bancários e à Caixa
O Sindicato convoca os empregados da Caixa para uma grande  mobilização em defesa do Saúde Caixa para todos O Sindicato convoca os empregados da Caixa para uma grande mobilização em defesa do Saúde Caixa para todos

Nesta quarta-feira, 11 de setembro, os empregados da Caixa Econômica Federal realizam o Dia Nacional de Luta pelo “Saúde-Caixa para todos”. O Sindicato visitará algumas unidades para abordar o assunto e dialogar com os bancários.
“O Saúde-Caixa é um dos temas mais urgentes para os empregados. O teto de 6,5% sobre a folha de pagamento e a proibição de novas adesões ao plano causarão em breve uma necessidade de adequação do Saúde-Caixa que será paga pelos empregados, apesar dos crescentes e bilionários lucros da empresa. Não há saída que não seja a nossa mobilização”, alerta o vice-presidente do Sindicato, Paulo Matileti.
Lobby privatista
O atual presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que foi indicado para o cargo por Paulo Guedes, possui trajetória acadêmica e profissional vinculada às privatizações - seu objeto de estudo no doutorado.
“Apesar de o governo negar a previsão de privatização da Caixa é bom lembrar que o ministro Paulo Guedes voltou a falar de sua intenção de privatizar todas as estatais e a direção da Caixa promove o fatiamento da empresa. Áreas lucrativas encontram-se em vias de privatização, como seguros, cartões de crédito e loterias e tudo feito na surdina, sem qualquer informação ou diálogo com os trabalhadores a respeito dos impactos dessas operações nas carreiras dos empregados”, destaca. O sindicalista lembra ainda que o banco tem passado por seguidos processos de reestruturação, sem qualquer tipo de negociação com os empregados. É explícito o desinteresse da direção do banco com a vida pessoal dos empregados e o crescente adoecimento na categoria. Não podemos nos iludir. O governo quer, sim, privatizar os bancos públicos”, acrescenta Matileti.