Segunda, 08 Julho 2019 18:56

CASSI: Novo aumento é mais um golpe no participante

O novo aumento na coparticipação dos associados da Cassi foi aprovado no Conselho Deliberativo da Cassi inclusive com voto favorável dos indicados do Banco do Brasil e de Sérgio Faraco eleito pelos associados. Pelo novo aumento, a coparticipação dos associados sobe para 50%, em consultas de emergência ou agendadas, sessões de psicoterapia e acupuntura e visitas domiciliares; e para 30%, nos serviços de fisioterapia, RPG, fonoaudiologia e terapia ocupacional que não envolvam internação hospitalar.
Para piorar a proposta acaba com o teto de 1/24 do salário, com incidência única, aprovado na reforma estatutária de 2007 e que ainda estava em vigor. Agora, com esta nova mudança, todo o custo dos procedimentos médicos passa a ser arcado pelos próprios trabalhadores.
Cobrança abusiva
E esse sistema começa a fazer vítimas junto aos funcionários do BB. Bancários já denunciaram que receberam cobranças exorbitantes devido ao tratamento psicoterápico que estão fazendo. O que acontece agora é que a Cassi tem um limitador de cerca de 200 consultas para tratamento psicoterápico por associado. Quando o paciente chega próximo a este número, é exigido o laudo para comprovar a necessidade de prosseguir com as consultas.
No entanto os bancários estão denunciando que já tiveram consultas excedentes sendo cobradas sem qualquer notificação prévia, muitas vezes gerando cobranças acima de R$ 1.000,00, o que representa mais de 10 sessões excedentes.
“O adoecimento psíquico está cada vez mais frequente e grave entre os bancários, lembra Rita Lima, diretora do Sindicato e representante do Rio de Janeiro e Espírito Santo na comissão de empresa, ou seja, o banco adoece o bancário e depois altera as regras da Cassi para onerar gravemente a situação financeira do bancário e até mesmo inviabilizar a continuidade do tratamento.”
As entidades representativas dos trabalhadores já se posicionaram contra essa medida. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro – CONTRAF - CUT, já enviou ofício ao banco protestando contra medida e exigindo a retomada das negociações. A Associação Nacional dos Funcionários do BB (ANABB) também encaminhou posição semelhante, bem como vários Conselhos de Usuários como foi o caso do Rio de Janeiro, cobrando a rejeição dessas mudanças.