Quinta, 18 Abril 2019 17:01

ALERTA - Sindicato convoca bancários a lutarem contra a privatização da Caixa

Bancários precisam se unir para impedir a privatização da Caixa e de outras instituições públicas diante do ataque do governo Bolsonaro para promover o desmonte do estado brasileiro Bancários precisam se unir para impedir a privatização da Caixa e de outras instituições públicas diante do ataque do governo Bolsonaro para promover o desmonte do estado brasileiro

Governo Bolsonaro sinaliza que CEF deve puxar o desmonte do estado, através da entrega de estatais e empresas públicas

A privatização da Caixa já começou. O alerta é feito pelo movimento sindical diante das ações e sinalizações nos primeiros 100 dias da gestão do presidente Jair Bolsonaro. Após capitanear a primeira operação de privatização com a venda das ações do ressegurador IRB Brasil Re detidas por um fundo governamental, a Caixa já engatilhou a segunda operação. Desta vez, o alvo é a participação na Petrobrás, a partir dos papéis detidos pelo FI-FGTS. A ideia da equipe do Ministro da Economia, Paulo Guedes, é esvaziar os fundos governamentais, um por um, para desmontar e enfraquecer o banco. Na semana passada, a instituição contratou quatro instituições, além da própria Caixa, para coordenar a operação.
“Está claro que as operações de desmonte são um passo largo do governo para privatizar a Caixa. Convocamos não somente os empregados da Caixa, mas toda a categoria e a sociedade para impedir que uma das mais importantes instituições públicas do Brasil, com um papel social e de desenvolvimento econômico do país, seja entregue a sanha de investidores e especuladores privados”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Paulo Matileti. 
Outros ativos estão com os dias contados segundo informação da própria direção do banco, como a área de seguros, loterias, operação de cartões, imóveis e agências.
O leilão da raspadinha, previsto para ocorrer em 26 de março, foi remarcado para 26 de abril. É a quarta vez que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adia o certame. Os sindicatos e empregados de todo o país devem fazer reuniões e atividades com a população falando da importância da Caixa. 
“Só a mobilização dos empregados e a pressão popular poderá impedir mais este ataque do governo Bolsonaro contra o patrimônio público e o estado de bem-estar social, como a Caixa, construída há mais de um século, fundada em janeiro de 1861, ainda no Império, por Dom Pedro II, ainda com o nome de Caixa Econômica da Corte. É preciso unidade para resistir”, completa Matileti.

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