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Diagramação: Marco Scalzo
Diretora de Imprensa: Vera Luiza Xavier
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Imprensa SeebRio
O site “Diário do Centro do Mundo”, publicou nesta quarta-feira (9/4), em seu site, a informação de que o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) declarou que iniciará uma greve de fome após o avanço do parecer que recomendou a cassação de seu mandato. “Não vou ser derrotado pelo Arthur Lira (PP-AL) e pelo orçamento secreto”, afirmou.
Sua colega de partido, a deputada Luiza Erundina, tomou a palavra e anunciou que acompanharia Braga em seu protesto. O processo contra Glauber foi instaurado após seguidas denúncias feitas pelo parlamentar contra o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), chefe do Centrão. A cassação é vista como uma forma de afastar do Congresso Nacional o deputado que mais tem denunciado o orçamento secreto, sob o controle de Lira e seus pares, que recebem dinheiro de maneira nada transparente.
Sob os gritos de “vergonha” e “Glauber Fica”, a bancada do PSOL protestou durante sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que decidiu hoje por 13 votos a favor e 5 contrários, pela cassação do mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), por quebra de decoro parlamentar. O político anunciou que não vai deixar o Congresso diante da decisão e que fará “greve de fome” a partir de hoje. Glauber ainda irá recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para que o caso não avance até o plenário da Casa, e aposta na pressão social de seus apoiadores para não perder o cargo.
A acusação contra Glauber Braga foi apresentada pelo Partido Novo em abril do ano passado, por agressão ao militante do Movimento Brasil Livre (MBL), Guilherme Costenaro, dentro da Câmara. Na ocasião, Costenaro insultou o parlamentar e xingou a sua mãe. “Se tratou de uma reação de um sujeito que por sete vezes foi me atacar, me provocar em espaços públicos onde eu estava fazendo alguma atividade do mandato”, defendeu Glauber Braga em entrevista à Agência Pública na véspera da votação da cassação.
Greve de fome – Braga afirmou que permanecerá em jejum até a conclusão do processo. “Vou permanecer nessa sala, no Congresso, até a finalização desse processo. Estou o dia inteiro de jejum e, a partir de agora, não vou me alimentar. Vou aguardar a decisão irrevogável. Vou permanecer aqui nesse plenário. Quem quiser chamar de greve de fome, chame como queira.”
A sessão terminou de forma conturbada. Parlamentares da oposição chegaram ao plenário logo após o anúncio de um requerimento para encerrar as discussões, que foi aprovado com rapidez. O presidente da sessão ordenou a retirada dos convidados da sala. Também houve críticas por não se ter iniciado a ordem do dia no horário habitual, o que poderia invalidar a sessão. O clima ficou tenso, com gritos e discussões, mas a votação prosseguiu.
O deputado pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso o recurso seja negado, a decisão final caberá ao plenário da Câmara. Para que o mandato de um parlamentar seja cassado, são necessários ao menos 257 votos favoráveis no plenário da Câmara dos Deputados.
O deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) apresentou um parecer na semana anterior apoiando a cassação de Braga. A votação, no entanto, foi adiada após Chico Alencar (PSOL-RJ) solicitar mais tempo para análise.