Terça, 18 Março 2025 09:08
NINGUÉM AGUENTA MAIS

Hoje tem protesto em todo o país contra juros altos e por geração de empregos

Movimento sindical realiza manifestações em cidades onde há uma sede do Banco Central

 

Carlos Vasconcellos 

Imprensa SeebRio 

Sindicatos de todo o país realizam nesta terça-feira (18), data em que o Comitê de Políticas Monetárias (Copom) do Banco Central (BC) voltará a se reunir para decidir a nova taxa básica de juros da economia brasileira (Selic), vários protestos contra os juros altos no Brasil, um dos maiores do mundo, e em defesa da geração de empregos de qualidade  

O povo é quem sofre

No Rio de Janeiro, o "Dia Nacional de Mobilização Menos JUros, Mais Empregos" será a partir das 11 horas, na Avenida Presidente Vargas, 730, no Centro, em frente à sede do BC. 

Atualmente, a Selic está em 13,25% ao ano e a má notícia o Copom já deu indicação de aumentar a taxa para 14,25%. Com o nível atual, o Brasil já figura entre os países com as maiores taxas reais de juros (que é o resultado da Selic menos a inflação), superior até mesmo a Rússia, uma nação em guerra e que sofre um forte embargo econômico dos EUA e países da Europa. 

"Além de pressionar o Banco Central para baixar os juros, queremos chamar a atenção da população para que entenda o quanto a Selic alta afeta sua vida. Trabalhador bancário, você quer trocar seu carro? Saiba que por causa disso você vai pagar por dois carros, ao invés de pagar só por um. E você, taxista? Mesmo beneficiado pela isenção, por causa de decisões do Copom o seu financiamento também acaba saindo muito mais caro pra trocar seu veículo, instrumento de trabalho", destacou o vice-presidente da Contraf-CUT, Vinícius de Assumpção. 

Só os bancos ganham 

A alta taxa de juros inibe o financiamento para compra da casa própria, de automóveis e eletrodomésticos, restringindo o consumo das famílias. Prejudica também o país elevando a dívida pública no pagamento dos juros aos bancos. 

Fato é que somente o sistema financeiro ganha com este modelo econômico rentista. Perdem o povo, o setor produtivo e o Brasil. 

O último reajuste da Selic de 1% fez aumentar a dívida pública em tornode R$ 50 bilhões.

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