Segunda, 10 Março 2025 20:32

Ato das mulheres: ainda estamos aqui

Trabalhadoras exigem igualdade de direitos, fim do assédio e da violência e defendem a democracia sem anistia aos golpistas
Bancárias participaram da passeata na Rio Branco, da Candelária até a Cinelândia  por mais direitos, igualdade e pelo fim da violência contra as mulheres Bancárias participaram da passeata na Rio Branco, da Candelária até a Cinelândia por mais direitos, igualdade e pelo fim da violência contra as mulheres

Carlos Vasconcellos

Imprensa SeebRio

O ato do Dia Internacional da Mulher (8 de março) realizado na última segunda-feira (10), foi marcado pelo slogan "Ainda Estamos Aqui", em alusão ao Oscar vencido pelo filme brasileiro de Walter Salles.
Além da defesa da democracia sem anistia para os golpistas, as manifestantes exigiram o fim da violência contra mulheres, do feminicídio e do assédio moral e sexual nos locais de trabalho, além de igualdade de direitos de gênero e raça. Elas pediram também medidas do governo para o fim da carestia, em função da alta nos preços dos alimentos.

Atividade no Rio

No Rio de Janeiro, as trabalhadoras se concentraram desde às 16 horas na Candelária e seguiram em passeata até a Cinelândia, no Centro.
A vice-presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro Kátia Branco, destacou a importância da participação feminina na mobilização nacional.
“No último domingo (9), a Lei que incluiu o feminicídio no rol dos crimes hediondos (13.104/15) completou dez anos e este é um marco para o combate à violência contra as mulheres. Mas temos ainda muito que avançar”, destacou Kátia.
No Brasil, mulheres recebem 19,4% a menos que os homens e, em cargos de direção e gerência, a diferença de remuneração chega a 25,2%.
“O mês de março marca a luta das mulheres por igualdade, direitos democracia e especialmente pela vida. É inadmissível que no século XXI ainda tenhamos mulheres sendo assassinadas por homens que se sentem donos e não aceitam o fim de um relacionamento abusivo”, explicou a presidenta da Federa-RJ (Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro) e vice da CUT-RJ, Adriana Nalesso, ressaltando ainda a importância da inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, cláusulas que garantem às bancárias vítimas de violência, um atendimento especializado e a possibilidade de transferência e uma linha de crédito diferenciada.
O presidente José Ferreira destacou a importância da participação não apenas das mulheres, mas também dos homens, no debate sobre a igualdade de gênero e raça no país.
“A luta pela igualdade salarial e de direitos de gênero e contra toda a forma de discriminação tem que ser de toda a sociedade e temos que tomar consciência disso pois historicamente temos uma cultura extremamente machista e discriminatória contra as mulheres”, opinou Ferreira.

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